Mutuários do Residencial Villa Verde fazem manifestação nesta quinta-feira

Fotógrafo: Ednaldo Pinto
Fotógrafo: Ednaldo Pinto

Os mutuários do Condomínio Residencial Villa Verde realizaram um manifesto nesta quinta-feira (25)  às 10h30min na sede da Superintendência da Caixa Econômica Federal de Itabuna para cobrar da empresa um posicionamento sobre a paralisação da construção do condomínio por parte da Construtora Runa/Vooxy.

Em protesto, os manifestantes cobraram da Caixa a responsabilidade da empresa que garantiria a continuidade da obra no caso de falência da construtora e, também, cancelamento do pagamento dos juros do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Este saldo tem sido atualizado mensalmente com os juros e seguro da construção descontados das contas dos mutuários.

O Problema

A Runa/Vooxy, construtora contratada pela Caixa, vendeu cerca de 228 apartamentos do Residencial Villa Verde mas não entregou, nem chegando a concluir as obras.

Cláudia Souza, membro da Comissão de Mutuários, lembra que expirou há muito tempo o prazo para entrega das unidades habitacionais. “Estava previsto para julho de 2011, mas a Runa/Vooxy paralisou as obras em novembro de 2012, na sequência fechou as portas do seu escritório, e os mutuários até hoje continuam pagando ao banco os juros do INCC, de uma obra parada e sem previsão de conclusão”, frisou.

Para intensificar o clima de revolta, os sócios da construtora não entregaram formalmente a obra à Caixa Econômica Federal, e mesmo após inúmeras reuniões com agentes do banco, as respostas dadas aos mutuários sobre a retomada das obras sempre foram vagas ao longo dos últimos 12 meses.

Mutuários do Villa Verde farão manifesto contra a Caixa Econômica Federal

Os mutuários do Condomínio Residencial Villa Verde vão realizar um manifesto nesta quinta-feira (25) a partir das 10h30min na sede da Superintendência da Caixa Econômica Federal de Itabuna para cobrar da empresa um posicionamento sobre a paralisação da construção do condomínio por parte da Construtora Runa/Vooxy.

Serão cobrados da Caixa a responsabilidade a que se propôs quando assinou o contrato, em janeiro de 2010, que garantiria a continuidade da obra no caso de falência da construtora e, também, cancelamento do pagamento dos juros do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Este saldo tem sido atualizado mensalmente com os juros e seguro da construção descontados das contas dos mutuários.

“O ato público pretende ainda chamar a atenção do Ministério Público e sociedade civil, tendo em vista que mesmo diante desta situação, a Caixa Econômica não notificou a construtora e seus sócios”, informou Cléber Hora, membro da Comissão de Mutuários.

Mutuários discutem detalhes da manifestação
Mutuários discutem detalhes da manifestação

Prazo

Cláudia Souza, também membro da Comissão, lembra que expirou há muito tempo o prazo para entrega das unidades habitacionais. “Estava previsto para julho de 2011, mas a Runa/Vooxy paralisou as obras em novembro de 2012, na sequência fechou as portas do seu escritório, e os mutuários até hoje continuam pagando ao banco os juros do INCC, de uma obra parada e sem previsão de conclusão”, frisou.

Para intensificar o clima de revolta, os sócios da construtora não entregaram formalmente a obra à Caixa Econômica Federal, e mesmo após inúmeras reuniões com agentes do banco, as respostas dadas aos mutuários sobre a retomada das obras sempre foram vagas ao longo dos últimos 12 meses.

Mutuários do Villa Verde organizam manifestação no centro de Itabuna

Cláudia Souza e Cleber Hora - membros da Comissão de Mutuários do Villa Verde
Cláudia Souza e Cleber Hora – membros da Comissão de Mutuários do Villa Verde

No próximo sábado (20) a partir das 9:00h no auditório do Edifício Módulo Center, em Itabuna, será realizada uma assembleia pelos mutuários que adquiriram apartamentos no Residencial Villa Verde, da construtora Runa/Vooxy. Na reunião está em pauta discutir os detalhes de uma manifestação que deve ocorrer na porta da Superintendência da Caixa Econômica Federal em Itabuna.

 Segundo a Comissão formada por mutuários do Villa Verde, a construtora Runa/Vooxy paralisou as obras em outubro de 2012 por conta de uma falência não decretada oficialmente até o momento, e para piorar o clima de revolta, a Caixa Econômica não tem manifestado interesse em assumir o controle da situação.

“O seguro não foi acionado para a contratação de uma nova construtora que deverá concluir a obra, e enquanto isso, nós mutuários permanecemos pagando mensalmente juros altíssimos de uma obra que não tem previsão de ser concluída. A obra deveria ter sido entregue em 2011”, informou Cleber Hora, membro da Comissão de Mutuários.

Ele anuncia que o grupo está organizado para através de todos os meios, inclusive judicial, garantir que a Caixa Econômica providencie a retomada e conclusão das obras. “Estamos muito preocupados, porque além de estarmos enfrentando todo esse impasse para conclusão das obras, recebemos a informação de que há uma ameaça de invasão ao Residencial Villa Verde”, denunciou Cláudia Souza, também membro da Comissão.

Descaso no setor de habitação da Caixa Econômica Federal

Mutuários pela Caixa Econômica Federal estão revoltados com o descaso da empresa sobre as obras do Villa Verde Residencial, em Itabuna, que se encontram paradas. De acordo com cláusulas contratuais, a seguradora deveria assumir a conclusão das obras mesmo em caso de paralisação por parte da construtora responsável. Embora seja um financiamento consideravelmente caro, os mutuários estavam tranquilos por acharem que a Caixa Seguros se responsabilizaria por qualquer imprevisto.

Os apartamentos do Villa Verde Residencial tinham data marcada para entrega, em 30 de março de 2012, entretanto, as obras se encontram paradas desde o segundo semestre do ano passado, quando a construtora Runa, responsável pelas obras, faliu. Diante das dificuldades financeiras que a Runa estava enfrentando na época, a própria empresa teve a iniciativa de suspender as atividades dos trabalhadores. Mais de 1 ano após a data prevista para entrega dos apartamentos, as obras continuam paradas sem que os financiados recebessem qualquer notificação oficial pela Caixa, que deveria tomar providências para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos mutuários, o que é previsto pela legislação como direito do consumidor.

As obras continuam paradas, as estruturas já construídas estão sendo danificas pelo tempo e ausência de manutenção e, os mutuários, continuam a pagar os juros da obra que nem tem previsão de retorno.

Até o momento, a equipe do Blog do Tom não conseguiu contactar à Caixa.