Vigilância apreende quase uma tonelada de carne imprópria para consumo

A Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde de Itabuna apreendeu nesta sexta-feira mais de 900 quilos de carne bovina que estavam sendo transportados de um abatedouro clandestino em Itapé para serem comercializados no final de semana na feira livre do bairro São Caetano.

A ação conjunta com fiscais da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) se deu com base na legislação sanitária estadual e na Portaria nº 304/96, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O caminhão baú de placa policial (JME-4517) foi interceptado pela fiscalização da Prefeitura e da ADAB na rodovia BR-101, nas imediações do Parque Santa Clara, em Itabuna.

Pela legislação sanitária a carne bovina destinada à comercialização deve portar certificado de controle sanitário indicando a procedência do animal e o local de abate, dentre outros requisitos essenciais. Além disso, o baú não era refrigerado como exige Portaria 304.

Além de ser integralmente incinerada no lixão da cidade, a Vigilância Sanitária municipal aplicou multa de R$ 2 mil ao motorista Eliomar Sabino, que alegou pertencer a carga ao abatedor José Carlos Santos, residente em Itapé.

A punição independe dos procedimentos burocráticos e da fiscalização da ADAB, o que pode gerar inclusive processo criminal por crime contra a saúde pública.

Vigilância Sanitária orienta cuidados para evitar contaminação

Os cidadãos estão sendo orientados a evitarem contaminação e contágio de doenças através de água das enchentes. De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária, Antonio Carlos Carvalho, se já não bastassem todos os transtornos que uma enchente traz, há ainda o alto risco de contaminação que expõe a população a inúmeras doenças e ao aumento na incidência de acidentes como afogamentos, lesões corporais e choques elétricos.

(Foto: Ednaldo Pinto)
Lama deixada pela chuva (Foto: Ednaldo Pinto)

“Há também um aumento na proliferação dos vetores de doenças, como ratos e mosquitos e de picadas de animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras”, afirma Antonio. Ele diz que a população precisa tomar cuidado com as águas de enchentes, alagamentos e formação de locais enlameados, pois podem favorecer o aparecimento da leptospirose, doença causada por uma bactéria presente na urina de ratos, que com as chuvas se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele. Para evitar casos da doença, a população deve tomar alguns cuidados em caso de contato com água contaminada.

Móveis sujos e perdidos após alagamento (Foto: Ednaldo Pinto)
Móveis sujos e perdidos após alagamento (Foto: Ednaldo Pinto)

As enchentes aumentam os riscos de contágio de doenças como a leptospirose, a hepatite A e E, diarreias agudas, febre tifoide, cólera, dengue, etc. Nas enchentes, o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contaminado e, por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pelas águas da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.

A lama das enchentes tem alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. Não se deve permitir que crianças brinquem nas águas das enchentes sob o perigo de ficarem seriamente doentes.

É muito importante, também, o cuidado com os alimentos, pois, quando entram em contato com as águas das enchentes, podem ficar contaminados. Por isso se deve manter os alimentos não-perecíveis acondicionados em recipientes fechados, longe do alcance de roedores, insetos e outros animais. Lave sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.

(Foto: Ednaldo Pinto)
(Foto: Ednaldo Pinto)

Cuidados importantes durante a enchente:

• Não brincar ou nadar em lagos e córregos nem nas águas de enchente;

• Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;

• Colocar o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos;

• Inutilizar alimentos naturais ou preparados assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente;

• Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;

• Colocar telas nos ralos para evitar o acesso de roedores;

• Não usar água de poço inundado, antes da desinfecção;

• Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;

• Usar água sanitária (ou a solução de hipoclorito) para tratar a água de beber e cozinhar

• Lavar a residência com água limpa e desinfetante.

Vigilância Sanitária interdita posto de saúde no Santa Inês

Cozinha do posto totalmente irregular para uso (Imagem: Reprodução/Rede Bahia)
Cozinha do posto totalmente irregular para uso (Imagem: Reprodução/Rede Bahia)

Nesta quinta-feira (21) a Vigilância Sanitária de Itabuna interditou a unidade de saúde Corbiniano Freire no bairro Santa Inês. Os agentes que fiscalizaram o local encontraram infiltrações no teto da unidade, falta de água e banheiros sem condições de uso.

O risco de contaminação é grande devido a quantidade de insetos que caem do teto. O ar-condicionado da sala de vacinação está queimado. Além disso, na sala onde funciona a recepção, parte do forro está despencando e na unidade os dois extintores de incêndio que existem estão vencidos – um deles venceu em 2007.

Moradores da cidade cobraram melhorias na unidade e acionaram a Vigilância Sanitária, que foi ao local. A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada, mas ninguém foi encontrado para comentar o caso.

Vigilância sanitária apreende leite acondicionado de maneira inapropriada

A Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde de Itabuna apreendeu nesta semana cerca de 160 litros de leite de vaca acondicionados em um caminhão, cobertos com lona e sem nenhuma refrigeração. A ação foi desencadeada a partir de um chamado da Polícia Rodoviária Estadual que realizou uma barreira sanitária no semianel rodoviário, próximo a entrada de Mutuns, e abordou o veiculo que vinha da cidade de Floresta Azul com o leite impróprio para o consumo humano, onde seria comercializado no bairro da Califórnia.

Ao perceberem a precária situação de transporte do leite, os policiais rodoviários estaduais acionaram os fiscais da Vigilância Sanitária municipal que apreenderam todo o leite. A legislação preconiza que o leite in natura só pode ser transportado em carro refrigerado à 10ºC.

Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, Antonio Carlos Carvalho, os trabalhos de fiscalização se intensificarão para que não seja permitida a entrada de alimentos com acondicionamento impróprio e conservação inadequados, causando risco à saúde da população

Via Blog do Thame

Vigilância Sanitária orienta sobre a comercialização de alimentos

Aproximadamente 50 pessoas, a maioria vendedores itinerantes de espetinho nas ruas de Itabuna, receberam gratuitamente o curso de capacitação em higiene pessoal, manipulação de alimentos e cuidados com carrinho ou barraca. O curso foi ministrado no auditório do Sest/Senat e é parte do projeto Ambulante Legal, uma estratégia da Prefeitura de Itabuna para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes e garantir a segurança alimentar do consumidor.

A partir de agora o consumidor poderá analisar se o ambulante está com o selo de qualidade da Vigilância Sanitária e confirmar se ele foi orientado sobre os devidos cuidados que devem ter na manipulação de alimentos, equipamentos e utensílios utilizados na sua comercialização.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Antonio Carlos Carvalho, explicou que os cursos do Ambulante Legal serão estendidos a outros segmentos, a exemplo de baianas e vendedores de acarajé, salgadinhos e bebidas. “Queremos dotar os vendedores de informações e preparo. Após visita aos locais de venda de espetinhos, percebemos a falta de higiene em alguns casos. Por isso estamos iniciando nosso projeto por este setor”, relatou.

Carvalho conta que, além do selo de qualidade, os ambulantes receberão uma carteira que os habilita para o comércio de alimentos. “Se o consumidor encontrar carrinhos que não tenham o selo e o vendedor sem a carteira vai precisar ter critério e decidir se consome ou não aquele alimento”. O coordenador avisa que aqueles ambulantes que não participaram desse curso devem procurar a Vigilância para se inscrever aos próximos.

O curso teve palestra da concluinte do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) Aline Leite, que apresentou recentemente um trabalho científico sobre o tema e ensinou aos participantes a forma correta de lavar e desinfetar as mãos, armazenar o lixo e manipular alimentos e objetos enquanto trabalha nas ruas e em pontos da cidade.

Vitória da Conquista: Funcionários de fábrica passam mal

Na última quarta-feira (24) cerca de quarenta funcionários de uma fábrica de calçados em Vitória da Conquista passaram mal e precisaram de atendimento médico. A suspeita é de que a água da empresa possa estar contaminada, o que é negado pela companhia.

A Vigilância Sanitária da cidade foi acionada para descobrir a causa do mal estar dos funcionários, que têm sintomas como tonturas, enjoo, vômito e diarréia. Foi recolhida uma amostra da água da fábrica Dass Nordeste Calçados.

Na quarta, cerca de 30 funcionários buscaram atendimento, na quinta, outros dez continuaram passando mal.

A empresa também solicitou análise da água e dizem que resultado foi negativo, suspeitando que os funcionários tenham consumido algo fora do local de trabalho que causou o mal estar. “Recebemos mais 10 visitas ao nosso laboratório de colaboradores do turno que inicia às 16h. Então a gente parte do pressuposto de que estas pessoas ficaram até as 16h em suas casas, então não necessariamente elas consumiram alguma água que foi servida pela empresa”, diz o gerente Gilvan Batista.

Batista diz ainda que um resultado preliminar de análise da água feita pela Embasa atesta a qualidade da água e, por isso, nenhuma mudança nesse sentido está prevista.

Eunápolis: Vigilância Sanitária faz inspeção e apreende carnes impróprias para consumo

Mais de 130 quilos de carnes bovina e suína foram apreendidas na manhã desta sexta-feira (26) em diversos açougues de Eunápolis. A apreensão foi resultado de uma operação conjunta de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A ação contou também com o apoio da Polícia Militar.

Segundo Luiz Galdino, coordenador da Vigilância Sanitária em Eunápolis, a blitz foi para o cumprimento da portaria 304 do Ministério da Agricultura. “Os comerciantes não podem expor carnes sem proteção ou deixá-las sem refrigeração”, afirmou Galdino.

A maior parte das apreensões ocorreu no Mercado Municipal do bairro Pequi, onde muitos comerciantes de carne já respondem a processo por manutenção inadequada do produto. O estado das carnes era precário em alguns lugares, e a Vigilância encontrou ainda mesas de madeira, impróprias para exposição deste tipo de alimento.

“Os açougueiros já foram avisados que não pode ter nada de madeira. Por mais que faça higienização, a carne nunca fica adequada às normas sanitárias. Se for utilizar bancadas, que seja com superfície de mármore ou material liso e impermeável, que seja de fácil higienização”, recomendou o coordenador.

Os fiscais estiveram no Mercado Municipal Dona Alzira, mais conhecido como Feira do Bueiro, localizado entre o centro da cidade e o bairro Gusmão. No local, muitos comerciantes ficaram sabendo que haveria fiscalização e tentaram camuflar as irregularidades. Mesmo assim, a Vigilância apreendeu diversos quilos de carne em estado inicial de putrefação e outras em exposição inadequada, além de várias mesas de madeira. Alguns comerciantes protestaram contra a fiscalização.

Açougues nas imediações da avenida Santos Dumont também foram inspecionados e um deles foi interditado. “Que os comerciantes visualizem que nós estamos fazendo nosso trabalho, que é em prol deles e dos próprios clientes”, finalizou Luiz Galdino.

A carne apreendida foi encaminhada para destruição no aterro sanitário de Porto Seguro.

Informações: Radar64

Vigilância Sanitária de Itabuna faz balanço das ações no primeiro semestre de 2013

No primeiro semestre deste ano, a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Itabuna (VISA) notificou mais de três mil estabelecimentos que comercializavam gêneros alimentícios e bebidas contendo algum tipo de irregularidade. No mesmo período, também foram apreendidos 2.484 quilos dos mais variados produtos alimentícios e de higiene com prazo de validade vencido ou impróprio para o consumo humano.

De acordo com relatório das atividades referentes ao primeiro semestre de 2013, também foram inspecionados 2.244 estabelecimentos. Por não estar dentro das normas estabelecidas pelos padrões de higiene ou por não atenderem a legislação, 280 deles tiveram suas atividades encerradas.

O documento de atuação dos fiscais da VISA mostra ainda que de janeiro a junho deste ano foram emitidos 787 alvarás de funcionamento e 734 estabelecimentos cadastrados pelo município. A Vigilância Sanitária também recebeu 46 denúncias anônimas sobre estabelecimentos irregulares ou que agiam clandestinamente, que foram fiscalizados e, em alguns casos, lacrados.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Antônio Carlos Carvalho, informa que a partir do mês de agosto os que infringirem a legislação sanitária serão penalizados com abertura de processos administrativos e até com multas para os casos mais graves ou reincidência com o intuito de evitar abusos praticados por alguns setores do comércio itabunense.

O trabalho da Vigilância conta com uma equipe de 20 fiscais sanitários que diariamente realizam vistorias em feiras livres, hotéis, motéis, restaurantes, bares, casas noturnas, estabelecimentos comerciais e em barracas de vendedores ambulantes. Carvalho explica que o trabalho de fiscalização é uma rotina que não visa a punição, mas orientar o pequeno, médio ou empresário grande porte, para que atue dentro de normas e padrões de higiene exigidas pelo Ministério da Saúde, a partir da venda de produtos de qualidade.

“A preocupação da Vigilância Sanitária do município é proteger a saúde dos consumidores evitando riscos com a segurança alimentar. Nosso desejo é que os empresários possam trabalhar normalmente sem a preocupação de ser multado ou o estabelecimento interditado em função de irregularidades, muitas delas de fácil solução”, justifica Antônio Carvalho.

Cadastro

O coordenador da VISA lembra ainda que o cadastro de vendedores ambulantes continua sendo feito de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas na Vigilância Sanitária, à avenida Manoel Chaves, São Caetano. Carvalho disse que o cadastro é importante porque vai permitir a inclusão dos vendedores em cursos de capacitação que serão promovidos pela Prefeitura. Após a conclusão de cada curso, os participantes receberão crachás e carteiras de identificação que lhes garantirá a permanência das atividades.