Botafogo oficializa parceria com TelexFree e evita polêmica

A TelexFree que vende pacotes de telefonia via internet, anunciou na noite de quarta-feira (9), por meio de um vídeo, o acerto para patrocinar o Botafogo na temporada de 2014.

Suspeita de formação de pirâmides financeiras, que são ilegais, a empresa americana recrutou milhões de pessoas pela internet para divulgar um serviço de voz e teve sua atuação suspensa pela Justiça do Acre em junho do ano passado.

Ela e mais 120 empresas são investigadas pelo MPCON (Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor). As pirâmides configuram crime contra a economia popular, de acordo com o advogado Gauthama de Paula, do escritório Siqueira Castro.

No vídeo, gravado em Miami, nos Estados Unidos, Ayrton Mandarino, diretor comercial do Botafogo, ressalta a importância do negócio para o Botafogo, que ainda não se pronunciou sobre o patrocínio.

Telexfree consegue sinal verde para tentar desbloquear contas

A empresa Telexfree terá duas novas chances de conseguir o desbloqueio de seus negócios em Brasília, onde já sofreu quatro derrotas. Segundo reportagem do portal iG, no último dia 20 o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) deu sinal verde para que recursos especial e extraordinário da Telexfree sejam avaliados respectivamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar de permitir o andamento do processo, a desembargadora Cezariente Angelim recusou o pedido de liberação imediata tanto das contas quanto das atividades da Telexfree.

A expectativa é de que os recursos cheguem a Brasília ainda esta semana, mas antes de serem julgados, ainda vão passar por um filtro dos próprios integrantes dos dois tribunais. Um pedido anterior já foi negado no STJ, pela ministra Isabel Galloti, e o novo recurso tem poucas chances, diz a reportagem. Leia mais…

Telexfree: Manisfestantes fecham entrada do aeroporto de Salvador

Manifestantes a favor da Telexfree interditaram a entrada do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, em Salvador. Eles se reuniram em um posto de gasolina no final da Paralela de onde partiram em carreata no inicio da tarde desta segunda-feira (05).

“A manifestação é para a Telexfree ser liberada e podermos trabalhar”, disse um dos participantes do protesto, Abraão Macedo. Eles querem que a decisão da justiça do Acre seja revista para poder ter novos cadastramentos e a venda de produtos. Outra pauta é a criação de uma lei que regulamente o marketing digital.

Segundo Abraão não existe piramide econômica porque há pagamento de impostos: “Nos últimos dois meses a Telexfree pagou mais de RS 100 milhões em impostos ao Brasil”. Para ele o problema seria a concorrência, “a Telexfree comprou a Vox Brazil e iria oferecer TV por assinatura e ligações com preços mais em conta”.

Outro manifestante, Paulo Martins, reclamou dos prejuízos: “Estou aqui pela arbitrariedade da justiça, não tem lei que proíba o marketing digital”. Ele reclama que o dinheiro esta preso, “não podemos ter de volta nosso investimento”.

A Telexfree funciona com a formação de redes, quanto mais pessoas, mais ganhos. ”A propaganda é feita boca a boca”, disse Paulo. “Estas pessoas podem convidar outras diminuindo a verba com publicidade. Assim, 70% do lucro mais a verba de publicidade são divididos entre os participantes da rede”, garante um dos participantes.

A justiça do Acre suspendeu as atividades da Telexfree no último dia 18 de julho. Assim, não podem ser feitos os pagamentos e adesões de novos contratos sobe pena de R$ 500 mil em caso descumprimento e R$100 mil por cada novo cadastramento. A decisão foi da juíza Thais Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, após medida proposta pelo Ministério Público do Acre.

Informações/Imagens/VarelaNotícias

TelexFree oferece R$ 660 milhões para voltar a funcionar

A TelexFree, empresa que teve seus bens e valores bloqueados por ser acusada de praticar pirâmide financeira, divulgou um comunicado neste final de semana em que disse ter oferecido quase R$ 660 milhões como garantia para Justiça do estado do Acre.

“A TelexFREE está se defendendo de forma vigorosa perante o Poder Judiciário do Acre e confia plenamente na Justiça Brasileira que certamente reparará uma das decisões judiciais mais danosas da história do empreendedorismo brasileiro”, diz o comunicado. A empresa também afirmou que seu modelo de negócios é economicamente viável.

O recurso ainda não foi analisado, porque, de acordo com a TelexFREE, os magistrados estavam de férias e o juiz substituto se encontra na cidade de Manoel Urbano, mais de 200 km de distância da capital Rio Branco.

Esse é mais um capítulo na novela da TelexFREE, que vem ganhando notoriedade desde o final do mês passado, quando a justiça bloqueou os ativos da empresa e a Polícia Federal foi chamada para investigá-la devido a um suposto esquema de pirâmide financeira.

Proibido no Brasil, o modelo se mantém por meio do recrutamento progressivo de pessoas, até chegar a níveis que tornam o retorno financeiro insustentável. Estima-se que a TelexFREE tenha arregimentado pelo menos 1 milhão de pessoas no país.

Devido ao imbróglio na Justiça, franqueados da empresa norte-americana vêm fazendo várias manifestações pelo Brasil. Eles fazem carreatas pelas capitais e reclamam que estão sem poder receber por trabalhos prestados desde a decisão que suspendeu as atividades da TelexFREE.

Atuando no Brasil desde março de 2012, a TelexFREE vende planos de minutos de telefonia voz sobre protocolo de internet (VoIP), que permitem ligações ilimitadas para 41 países por US$ 49 mensais. Para o ministério da Justiça, o modelo de negócio da empresa é apenas fachada para o esquema de pirâmide financeira.

Informações extraídas do Emílio Gusmão

TelexFree será investigada pela Polícia Federal

Foi determinada a abertura de investigação policial pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em relação às atividades da empresa TelexFree no país. O órgão informa que vem apurando denúncias sobre a empresa desde janeiro, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor.

A suspeita é de explorar o sistema comercial conhecido como pirâmide financeira, proibido no Brasil. O modelo se mantém por meio do recrutamento progressivo de pessoas, até chegar a níveis que tornam o retorno financeiro insustentável. Estima-se que a Telexfree tenha arregimentado pelo menos 1 milhão de pessoas no Brasil.

O Ministério da Justiça informa que já havia pedido ajuda para apurar o caso, como à Comissão de Valores Mobiliários, ao Banco Central, à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Esses órgãos apontaram indícios de crime contra a economia popular, esquema de pirâmide financeira e evasão de divisas.

No mês passado, o Departamento de Defesa do Consumidor abriu processo administrativo envolvendo a TelexFree por indícios de formação de pirâmide financeira e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor.

Também nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Acre manteve a decisão que suspendeu as atividades da TelexFree. De acordo com entendimento da 2ª Câmara Cível, a empresa não pode fazer novos cadastros de divulgadores e está impedida de pagar aos apoiadores já cadastrados. A decisão vale até o julgamento final do caso, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A defesa da empresa tentou, sem sucesso, reverter entendimento individual do relator do caso, desembargador Samoel Evangelista. De acordo com o voto do magistrado, apoiado hoje por unanimidade, os advogados da TelexFree não apresentaram fundamentos legais para suspender os efeitos da decisão de primeira instância. Agora, o tribunal acriano agora vai analisar mérito do caso.

A decisão de suspender as atividades da empresa resultaram em uma série de reclamações em órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça. Ambos divulgaram nota alegando que não é possível interferir em processo judicial em curso.

Divulgadores do TelexFree protestam na rodovia Ilhéus-Itabuna

Imagem: Gabriela Caldas/Blog do Gusmão

Na tarde deste domingo (30), divulgadores do telexfree impediram a passagem de veículos na rodovia Ilhéus – Itabuna, em frente à construção do Cidadelle. Eles protestavam contra a decisão do Tribunal de Justiça, que suspendeu os pagamentos e novas adesões à empresa, por considerar o negócio crime contra a economia popular.

A pista ficou interditada por mais de 1 hora. De acordo com os divulgadores, a decisão é injusta e muitos trabalhadores estão em prejuízo com o bloqueio das contas.

A polícia tentou controlar o tráfego no local, pois o congestionamento estava intenso na estrada. Os manifestantes se recusaram, em determinado momento, a liberar parte da pista, e os policiais anotaram as placas dos veículos estacionados ao longo do acostamento, já que é proibido o estacionamento em BR.

Jornalista Emílio Gusmão