Vane vence o segundo round

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Itabuna – Após o Prefeito Claudevane Leite (PRB), declarar publicamente que fará novas licitações para o transporte coletivo urbano e que novas empresas de fora poderão participar (relembre), os empresários da cidade convocaram uma reunião com o prefeito nesta quinta-feira (22).

A pauta do encontro foi para delimitar vários pontos repensados pelos empresários. Antes eles não estavam dando o braço a torcer, porém, após Vane afirmar que não concederia o reajuste de R$ 2,20 para R$ 2,50, eles mostraram-se mais flexíveis ao assunto.

Na reunião ficou acordado que os empresários tem 60 dias para apresentarem um projeto que modifique o quadro atual de ônibus precários e linhas desassistidas, ou seja, as empresas foram obrigadas a investir em suas frotas de veículos e melhorar o atendimento ao cidadão. Ainda na reunião, os empresários ofereceram 6% de aumento salarial para os motoristas e cobradores já no mês de Junho,e + 3% em Outubro.

Destarte, espera-se que o Sindicato dos Rodoviários não deflagre a greve, tão esperada a partir das 00:00 desta sexta-feira (23).

Sem acordo, bancários aprovam greve nacional a partir da próxima quinta-feira (19)

Após reunião nenhum acordo foi firmado para que reajuste salarial dos bancários acontecesse em todo o país, com isso foi aprovado o estado de greve nacional a partir da próxima quinta-feira (19), por tempo indeterminado. Reunidos em assembleia na noite de quinta-feira (12), no Ginásio de Esportes, na Ladeira dos Aflitos, o Sindicato dos Bancários da Bahia rejeitou a proposta de reajuste de 6,1% apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban); eles pedem 11,93%.

Não vamos aceitar a proposta da Fenaban. Temos de lutar pelos nossos direitos e estamos preparados para a greve, afirma o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes.

De acordo com Adelmo Andrade, diretor de Imprensa do Sindicato, uma média de 500 profissionais participaram do encontro mobilizado pela entidade.

Além do reajuste salarial, o sindicato pede maior participação nos lucros e resultados, fim das metas e do assédio moral, investimentos em saúde e segurança e melhores de condições de trabalho.

Na quarta-feira (18), os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia para organizar o movimento.

Manifestantes completam 20 dias acampados em frente a Prefeitura

Café da manhã.
Café da manhã.

Cerca de 30 integrantes do Movimento Reúne Ilhéus tomaram café da manhã com sindicalistas ligados a partidos da base aliada do Governo Jabes Ribeiro neste domingo (4). Os jovens estão acampados há 20 dias em frente ao Palácio Paranaguá – desocupado no dia 17 de julho por ordem judicial – e cobram do prefeito a redução da tarifa de ônibus e a apresentação das planilhas das empresas de ônibus relativas a 2012.

O governo já entregou a planilha referente a 2013. O movimento encontrou inconsistências nos documentos de 2013. As empresas alegam que a gratuidade causa uma “perda” R$ 700 mil, mas a planilha apresenta outro número: R$ 264,4 mil, segundo informou o movimento ao Bahia Online.

O café da manhã de hoje teve frutas, pães e sucos doados por comerciantes e solidários ao movimento que cobra transparência na gestão pública e melhorias no transporte coletivo. Sindicalistas afirmam estarem impressionados com a solidariedade do ilheense ao movimento dos estudantes. Ao meio-dia de hoje, várias categorias profissionais se juntam ao movimento para prestar homenagem ao sindicalista Wagner Bastos, morto neste ano. A homenagem será em frente ao palácio, quando será oferecida uma feijoada.

“A TURMA ESTÁ FIRME”

“A turma está firme”, disse ao PIMENTA o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Moageiras de Cacau (Sindicacau), Luiz Fernandes Ferreira, que esteve nesta manhã com os integrantes do movimento. “No dia 6 [terça-feira], vamos parar Ilhéus”, disse ele. É o dia para o qual as centrais sindicais CTB, CUT e Força programaram novos protestos no município.

O sindicato comandado por Fernandes apoia, além do Reúne Ilhéus, a greve geral do funcionalismo ilheense. Os servidores da prefeitura local entram na terceira semana de paralisações. Eles cobram do prefeito Jabes Ribeiro reajuste salarial.

O gestor afirma que a folha hoje representa mais de 68% da receita municipal e, por isso, não poderia conceder reajuste. “A chance é zero”, disse Jabes numa entrevista ao PIMENTA.

O comando da greve geral afirma que o percentual é bem menor, situando-se na faixa dos 55%. Além disso, aponta aumento de gastos e de contratações de cargos de confiança (cargos comissionados).

Jornalista Davdson Samuel