Deputado quer proibir reprodução de MMA na televisão

Momento em que o lutador fratura a perna (Imagem: Reprodução)
Momento em que o lutador fratura a perna (Imagem: Reprodução)

Após a fratura na perna esquerda do lutador brasileiro Anderson Silva, volta a ganhar força o debate sobre a proibição das transmissões televisivas dos combates de MMA. Autor do projeto de lei que pretende impedir que os eventos sejam veiculados, seja em TV aberta ou fechada, o deputado federal José Mentor (PT-SP) considerou “forte demais” a imagem da lesão do atleta que percorreu o mundo.

“Você tem de ser solidário a uma pessoa que se machucou. Mas não é acidente. O objetivo do MMA é ser agressivo. Aquele pontapé faz parte da regra. É normal”, considerou o petista em entrevista à Folha de S. Paulo. Apesar da reação de praticantes e dos fãs da modalidade, o parlamentar reconhece a pressão, mas dispara: “MMA não é esporte. Esporte é a superação do limite da pessoa humana, respeitada a integridade física. E não é arte macial coisa nenhuma. Arte marcial tem filosofia. MMA é agressão”. Atualmente, a matéria tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia do Congresso Nacional.

Dilma sanciona projeto que inibe criação de novos partidos políticos

A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o projeto de lei que inibe a criação de novos partidos políticos. A sanção foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (31).

O texto impede que parlamentares que mudem de partido no meio do mandato transfiram para a nova agremiação parte do fundo partidário e do tempo no rádio e na TV da sigla de origem.

A proposta foi aprovada pela Câmara em abril e, quando foi para o Senado, teve a tramitação suspensa após o ministro do Supremo Tribunal Federal GIlmar Mendes ter concedido liminar pela suspensão da análise da matéria no Congresso. Em junho, o plenário do tribunal permitiu a retomada da tramitação.

Pela lei, 95% do fundo partidário serão distribuídos entre as agremiações obedecendo a proporção do número de deputados que cada uma elegeu para a Câmara nas eleições imediatamente anteriores. O tempo de TV também segue critérios de proporção de deputados eleitos nas eleições anteriores.

A lei sancionada impede que partidos recém criados e que não disputaram as eleições anteriores tenham fatias maiores de tempo de TV e do fundo partidário. É o caso, por exemplo, dos novos partidos Solidariedade e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Para poder disputar as eleições pelas novas legendas em 2014, deputados de outras siglas migraram para esses partidos, mas não serão levados em conta na hora do rateio do fundo e do tempo de TV.

Informações: G1

Baianas do acarajé não podem mais ficar em areia da praia

As baianas não poderão mais fritar o acarajé nas areias das praias. Na última quarta-feira ( 2) o juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, Carlos D’Ávila, deixou claro em à Associação de Baianas de Acarajé (Abam) em reunião que nem o tacho e nem o tabuleiro ficarão na faixa de areia.

Tacho na praia será proibido em nova orla; juiz apontou riscos ambientais e de segurança para decisão / Foto: Divulgação
Tacho na praia será proibido em nova orla; juiz apontou riscos ambientais e de segurança para decisão / Foto: Divulgação

Segundo ele, não há o que se negociar: a prefeitura será obrigada a cumprir a decisão judicial que proíbe a produção e venda de alimentos na faixa litorânea, fiscalizando e punindo quem tentar descumprir a lei — incluindo barraqueiros e baianas.

A alternativa, proposta pelo próprio juiz federal e acatada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), é a de permitir que as baianas montem seus tabuleiros no calçadão — que será todo reconstruído — e permita a divulgação do produto e a venda com garçons na areia da praia.

Argumentos

Segundo confirmaram a entidade de baianas e a prefeitura, o argumento utilizado pelo juiz tem dois fundamentos, analisados pela Comissão de Notáveis  (formada pela Justiça e que reúne arquitetos, urbanistas e ambientalistas de universidades e entidades de classe).

O primeiro trata do aspecto ambiental: o azeite de dendê usado em contato com a areia da praia forma uma massa que é insolúvel em água e polui as praias.

O outro problema é a falta de segurança. O ponto de ebulição do azeite de dendê é  400 °C (o da água é 100 °C) e foi considerado um risco potencial para a integridade dos banhistas. “Seria uma questão de segurança pública. Uma bola pode atingir, uma criança pode se bater no tacho”, disse a   secretária da Ordem Pública, Rosemma Maluf.

O coordenador executivo do Grupo de Ambientalistas da Bahia (Gamba), Renato Cunha, minimizou a existência de impactos ambientais na fritura do acarajé com o tacho instalado na areia.

“Quanto tempo que baianas vendem acarajé nas praias? Mais de cem anos? E há poluição visível? Eu não vejo, não tenho informações que a areia de Salvador está comprometida por conta disso”, afirmou.

O ambientalista, todavia, ressaltou que o descarte do óleo deve ser fiscalizado para evitar que a gordura saturada produzida no processo de fritura não vá parar na areia. “Qualquer óleo não é bom botar na areia, é claro que vai alterar, vai poluir. Então tem que saber fazer o descarte”.

Fonte: Correio