Paciente aguarda médico há mais de 12 horas em Hospital de Itabuna

manoel O Blog do Tom Ribeiro recebeu mais uma denúncia do descaso na saúde de Itabuna. Uma mulher que prefere não ter seu nome revelado, sentiu um mal-estar na manhã desta segunda-feira (16), e necessitou retornar ao Hospital Manoel Novaes para ser atendida.

Conforme informou familiares, a paciente deu luz a uma menina na última quinta-feira (12), no Hospital e permaneceu internada até o sábado (14). Apresentando um quadro estável, foi liberada. No entanto, nesta segunda (16), sofreu um princípio de eclampsia, dormência nas pernas, braços e fácil esquecimento, necessitou retornar à casa de saúde, todavia, até o momento não foi submetida a nenhum exame. Além disso, aguarda o acompanhamento de um médico há mais de 12 horas.

A insatisfação é grande por parte da paciente e família, pois a eclampsia é uma séria complicação da gravidez caracterizada por convulsões. Sendo a forma mais grave da doença pré-eclâmpsia. Contudo, sofre com a desassistência do Hospital.

A paciente foi medicada por enfermeiros e felizmente, teve uma evolução em seu quadro clínico, aparentando está melhor. Porém, o caso é delicado e a presença de um médico é indispensável.

Com a palavra a Direção da Unidade Hospitalar…

Mulher dá à luz na recepção de hospital em Feira de Santana

Criança nasce em recepção de hospital em Feira de Santana, na Bahia (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma paciente deu à luz sentada na recepção do Hospital da Mulher, em Feira de Santana, cidade a cerca de 348 km de Itabuna. A criança nasceu enquanto a mãe esperava atendimento e, durante o parto, o recém-nascido foi amparado pelo pai. A situação foi registrada em vídeo por uma outra paciente, que preferiu não ser identificada.

A mãe, de 22 anos, chegou à maternidade já em trabalho de parto e, logo depois, teve o bebê antes da chegada de um profissional de saúde. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (19). O pai da criança ficou algum tempo com o bebê nos braços enquanto esperava por algum médico ou enfermeiro para realizar os primeiros atendimentos. O bebê nasceu com 2,708 kg. Segundo informações do Hospital da Mulher, mãe e filho passam bem, mas ainda não receberam alta.

Por meio de nota, a direção da unidade de saúde informou que a paciente chegou ao hospital em período expulsivo, quando o bebê já está perto de nascer, e por isso, não deu tempo de atendê-la, já que a equipe médica prestava socorro a outra paciente em estado grave.

O hospital informa ainda que há superlotação e que tem atendido uma média de 80 gestantes por dia. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso do nascimento da criança na recepção.(ComG1)

Veja o vídeo:

Médico é acusado por morte de bebê em Itabuna

Um médico está sendo acusado de negligência pela morte de um bebê após o parto na Maternidade Ester Gomes, em Itabuna. O profissional é o mesmo que cobrou pela realização de um parto pelo SUS no início do mês de agosto.

“Não era mais para ela ter [parto] normal pelo fato da demora, ela não tinha mais força, e esse médico extraiu meu filho com força bruta. Ele sabia muito bem que podia ter feito a [cirurgia] cesárea e não fez. Optou pelo parto normal e quase mata minha esposa também”, diz Daniel Leão, pai da criança.

Paulo Emanoel Santana Leão nasceu na maternidade Ester Gomes na segunda-feira (26) às 14h10, pesando pouco mais de quatro quilos. O bebê morreu na manhã de quarta-feira (28) e a causa, segundo a certidão de óbito, foi uma fratura no braço e sofrimento fetal.

A direção do hospital disse que uma reunião será realizada nesta quinta-feira (29) para discutir a denúncia. O médico não quis comentar o assunto com a imprensa.

Susto
Ainda segundo Daniel, o parto da mulher foi demorado e o bebê foi para o quarto com a cabeça e o braço enfaixados. “Quebrou o braço do meu filho em vários lugares, [tinha] hematoma na cabeça e no tórax da criança. Um sonho, e por causa de negligência de médico e de hospital, a gente perdeu esse sonho. Não vou calar pra não acontecer com mais ninguém”, indigna-se Daniel.

Denúncia anterior
O médico obstetra que atendeu a esposa de Daniel já foi alvo de denúncia na mesma maternidade que atende pelo SUS. Ele cobrou R$1.200 para fazer o parto de uma adolescente de 16 anos. A direção do hospital obrigou o médico a devolver o dinheiro à família.

 Fonte: G1