Servidores de Ilhéus entram em greve por tempo indeterminado

Foto: Emílio Gusmão
Foto: Emílio Gusmão

Segundo informações do jornalista Emílio Gusmão, os servidores municipais de Ilhéus, estavam em reunidos na frente do palácio do Paranaguá – Prefeitura de Ilhéus, e anunciaram o estado de greve geral por tempo indeterminado. A paralisação foi iniciada devido a insatisfação com a administração atual.

Estudantes acampam na porta da Prefeitura de Ilhéus

Foto: Gabriel Almeida
Foto: Gabriel Almeida

Forçados pela justiça a desocupar o Palácio Paranaguá, sede do governo ilheense, manifestantes do movimento Reúne Ilhéus montaram acampamento em frente ao prédio. Eles pressionam o governo a determinar a redução da tarifa do transporte coletivo.

Na quarta-feira, 17, a juíza Carini Silva determinou a desocupação do palácio, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. A Prefeitura alega ter solicitado informações sobre as planilhas de custos das empresas de ônibus e diz estar realizando licitação para contratar uma auditoria do serviço de transporte coletivo, a fim de verificar a possibilidade de redução da passagem.

Jornalista Davdson Samuel

ANEL apoia a ocupação na prefeitura de Ilhéus

O movimento ativista ocupou o Palácio Paranaguá desde ontem (16/07), quando a ANEL divulgou sua posição. Com o dinamismo dos fatos recentes, é preciso considerar que o Palácio Paranaguá já foi desocupado (há poucos instantes) e o texto foi escrito ontem. Mas a validade dos seus argumentos permanece. Segue abaixo o conteúdo integral do documento apresentado pela Assembleia Nacional de Estudantes – Livre.

Nota Sobre a Ocupação da Prefeitura de Ilhéus

Na manhã de hoje (16/07), cerca de 60 integrantes do Movimento Reuni Ilhéus ocuparam o prédio da prefeitura. A ação que ocorreu de forma pacífica tem como objetivo principal conseguir a redução no valor da passagem do transporte coletivo para R$ 2,00. Desde o mês passado, quando houve um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas, os integrantes do movimento vem tentando conquistar a redução no valor da passagem que é proporcionalmente um dos mais caros do país.

A ação foi deliberada após ter se encerrado o prazo de 24 horas dado pelos integrantes do Reuni para o executivo entregar os dados contábeis das empresas de ônibus. Poucos minutos após a ocupação o prédio foi fechado e até o momento não houve nenhum pronunciamento do poder público municipal. Parte do saguão do primeiro andar foi bloqueada por guardas que estão impedindo os manifestantes de ter acesso ao banheiro, como forma de fazer com que os mesmos saiam do prédio.

A situação do transporte público em Ilhéus é caótica, a população paga caro por um serviço de péssima qualidade (superlotação, espera prolongada nos pontos, ônibus velhos e sujos). Por esses motivos a intenção dos manifestantes é permanecer no local até que o prefeito decrete a redução no valor da passagem e para isso pedem o apoio da população de Ilhéus: sindicatos, associações e independentes.

Entendemos o transporte público como uma necessidade básica e um direito que deve ser assegurado pelo Estado a todo cidadão de forma gratuita e com qualidade, mas infelizmente hoje esse serviço é controlado pela iniciativa privada, dessa forma o lucro das empresas é priorizado em detrimento dos usuários. Esse esquema gera uma verdadeira máfia em que os empresários do transporte financiam as campanhas eleitorais e depois os vereadores e o prefeito asseguram seus lucros exorbitantes.

Precisamos exigir a municipalização do transporte público, sob o controle dos usuários e trabalhadores do transporte; passe-livre para estudantes, desempregados e idosos; e passagem a no máximo R$ 1,00 para os(as) trabalhadores(as). E acreditamos que a única forma de garantirmos esse direito é através da organização e da mobilização dos trabalhadores e da juventude. Venha fazer parte desse movimento em prol de mudanças que beneficiarão a todos!

“Se o presente é de luta o futuro nos pertence.”

Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL)

Mais informações

Estudantes ocupam prefeitura de Ilhéus

Manifestantes do Movimento Reúne Ilhéus ocuparam há pouco as dependências do Palácio Paranaguá e asseguram que só irão deixar o local após receber prazos “mais reais” sobre a entrega de “dados concretos” de ações do Poder Executivo para desonerar a tarifa de ônibus. A ocupação acontece às vésperas de uma greve dos servidores públicos e a poucas horas de um outro manifesto contra a administração municipal na zona oeste da cidade, por parte de moradores do bairro Teotônio Vilela.

O Movimento foi cobrar do poder público os já prometidos balancetes das empresas de ônibus, fundamentais para que a sociedade analise o real custo da passagem de ônibus na cidade e possa estimar, através de apreciação técnica de professores da Uesc e estudiosos da área, o preço mais justo da passagem, após as desonerações do IPI e do óleo diesel dos ônibus.

Jornalista Davdson Samuel