Maconha pode ser liberada para plantio no Brasil em 2014

Pé de maconha (Foto: Divulgação)
Pé de maconha (Foto: Divulgação)

Formas para liberação do plantio de maconha no Brasil em 2014 estão sendo estudadas pelo Ministério da Agricultura com o Ministério da Saúde. Após um pequeno avanço, este feito está mais próximo de acontecer.

O ministro da Agricultura, Carlos Dias, disse em recente entrevista que o setor automotivo está bastante empolgado com o plantio de maconha, já que estudos comprovam que o óleo extraído da cannabis (nome científico da maconha) é altamente explosivo, podendo ser usado como um futuro combustível para nossos carros, aviões e motos.

“Estudos indicam que a maconha pode fornecer um combustível tão bom ou ainda melhor do que a gasolina. Estamos interessados nisso e a Petrobrás é nossa parceira nesta empreitada”, disse Carlos.

Quanto ao uso da planta para consumo, se o plantio realmente for liberado, pessoas de todo o Brasil poderão ter em seu quintal algumas mudinhas de cannabis. O ministro disse que o Ministério da Saúde ainda está estipulando quantos pés de maconha cada cidadão poderá ter em casa, mas provavelmente não passará de 50 pés.

Augusto Castro critica Sesab por atrasos no repasse de verbas da Saúde

O deputado Augusto Castro (PSDB) criticou os constantes atrasos da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) no repasse do pagamento pelos serviços prestados de hospitais e clínicas de Itabuna.

Na sua avaliação, a irregularidade prejudica o atendimento, além de deixar inseguros os funcionários da Maternidade Ester Gomes, Hospital São Judas e Cemepi, entre outros hospitais e clínicas que passam pelo mesmo problema. Augusto Castro tem cobrado insistentemente da Sesab a regularização desses pagamentos, atrasados em dois meses, uma vez que os prestadores de serviços precisam desse repasse para manter um atendimento de qualidade.

” Espero que com a prometida volta da Gestão Plena da Saúde esse problema seja resolvido definitivamente”, diz Augusto Castro, ressaltando que o Ministério da Saúde repassa a verba em dia para a Secretaria de Saúde do Estado e que os atrasos significam falta de respeito com a população de Itabuna.

Ministério da Saúde quer incluir teste de HIV nos exames de rotina

O Ministério da Saúde pretende pedir ao Conselho Federal de Medicina (CFM) que elabore uma recomendação para que todo médico sugira o teste do HIV a seus pacientes com vida sexual ativa. “Aumentaria muito as testagens e, consequentemente, diminuiria as pessoas que têm o HIV, não sabem e continuam transmitindo. Não podemos ter alguém sexualmente ativo sem ter feito o teste”, argumenta Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério.

A intenção é despertar para a importância do teste, minimizar resistências e alavancar a busca pelos brasileiros que desconhecem ter o HIV. Pelas estimativas do governo, um quarto dos 530 mil infectados no país não sabe que tem o vírus.

Essa solicitação precisa ser oficializada, mas o primeiro contato com o CFM, há alguns meses, foi positivo, de acordo com Barbosa. O conselho afirmou que vai esperar o pedido formal antes de se manifestar.

O momento, no entanto, é de tensão entre entidade e governo. O conselho rejeita a política do governo para atrair médicos estrangeiros. E anunciou ontem seu afastamento de comitês no âmbito do governo federal.

O pedido ao CFM se soma a novas estratégias contra a Aids que devem ser desenvolvidas pela recém-empossada gestão do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério.

Uma das estratégias, diz Barbosa, será oferecer o tratamento com antirretrovirais a infectados que pertencem a grupos de maior vulnerabilidade, como jovens gays e prostitutas, independentemente do nível de comprometimento imunológico.

Hoje o tratamento é ofertado apenas quando exames apontam um determinado comprometimento.

O ministério também pretende integrar implantar uma avaliação para identificar eventuais dificuldades de acesso ao teste de HIV e atrasos no início do tratamento, explica Barbosa.

Evento discute o Pacto pela Saúde

Em um encontro, que lotou a sede da União Dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), realizado pelo Ministério da Saúde e governo estadual na manhã desta sexta-feira (19), cerca de 100 municípios baianos já manifestaram interesse em participar do Programa Mais Médicos, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff.

O evento tem como objetivo preparar os municípios para adesão ao programa do governo federal e prevê expansão e aceleração de investimentos em hospitais e unidades de saúde; o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da oficina.

Durante o evento, o governador Jaques Wagner defendeu a participação de todos os municípios no programa e destacou que a ação deve diminuir o déficit de médicos no interior do estado, que hoje tem, em média, 0,7 médicos por 1.000 habitantes. “Para a gente ter uma ideia, a Argentina tem 3,5 médicos para mil habitantes, Portugal tem quatro e nós, se tirarmos as cidades grandes, temos um índice abaixo de 1/1.000. Por isso, o governo federal resolveu agir e esperamos melhorar o atendimento da saúde básica da população”.

Uma das ações do Mais Médicos é a convocação de médicos para atuação na atenção básica da rede pública de saúde, principalmente nos municípios do interior e em periferias de grandes cidades, onde há escassez desses profissionais. Os médicos receberão uma bolsa federal de R$ 10 mil e terão acompanhamento de supervisão de instituições públicas de ensino. O programa tem duração de três anos. Para aderir, os municípios devem fazer a inscrição no site do programa até o próximo dia 25.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participa da Oficina Estadual de mobilização de Adesão dos Municípios ao Programa Mais Médicos, que integra o Pacto pela Saúde e prevê a expansão e a aceleração de investimentos em hospitais e unidades de saúde. Além do ministro, o evento contou com as presenças do prefeito de Salvador, ACM Neto, o secretário da Saúde da Bahia, Jorge Solla