Hospital de Base não consegue comprar medicamentos a prazo

A situação do Hospital de Base de Itabuna é complicada. A direção do hospital tentou comprar soro a prazo, mas nenhuma empresa teve coragem de vender. Foi sugerida a alternativa do diretor Paulo Bicalho, ou a diretora Mirian Paranhos, deixar um cheque pessoal como forma de garantia de pagamento.

Os diretores do hospital não aceitaram a alternativa e a o hospital continua com poucos medicamentos para o atendimento clinico. Outros hospitais estão emprestando os medicamentos.

Informações do Políticos do Sul da Bahia

Ex-prefeito de Jequié tem bens bloqueados por fraude no município

Ex-prefeito Luiz Carlos Amaral
Ex-prefeito Luiz Carlos Amaral

O ex-prefeito de Jequié, Luiz Carlos Amaral, e mais dez participantes de esquema que fraudou um processo licitatório para a compra de medicamentos para o município em 2009 tiveram os bens bloqueados. Por meio de licitação forjada, a prefeitura comprou medicamentos até 10.000% acima do preço de mercado e em quantidades muito maiores que o necessário.

Para maximizar os desvios, foram também adquiridos medicamentos que já estavam em estoque, em quantidades absurdas. Foi isso que acarretou, posteriormente, o descarte de quase metade de tudo que foi adquirido no pregão, a céu aberto, em depósito de lixo no anel. Dos 241.020 comprimidos que foram adquiridos entre agosto de 2009 e janeiro de 2010, em razão do pregão 14/2009, foram para o lixo 172.800 comprimidos, o que equivale a mais da metade das aquisições do certame (as quais, como visto, ainda foram feitas a preços superiores aos de mercado). No total, o prejuízo apurado pelo Ministério Público Federal e pelo Denasus, em valores corrigidos até 2013, foi de R$ 395 mil.

Além do ex-prefeito, também foram acionados: Nelson Pires Cerqueira, ex-pregoeiro municipal; Stella dos Santos Souza, ex-secretária de saúde municipal; Elizeu Maia Mattos, ex-procurador-geral do município; a empresa MecFarma Distribuidora LTDA e o seu representante legal, Carlos de Souza Andrade Júnior; a empresa Distribuidora de Produtos Farmacêuticos e Hospitalares Filhote LTDA e seus representantes, Francisco Moura de Castro e Djalma Pereira Santana; a empresa Medisil Comercial Farmacêutica e Hospitalar LTDA e seu representante Ivan Correira da Silva.

O Ministério Público Federal (MPF) busca a condenação dos réus ao ressarcimento integral do dano, pagamento de multa de até duas vezes o valor do prejuízo, perda de função pública, suspensão dos direitos políticos por até oito anos e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.