Caciques do Sul da Bahia pedem audiência com o ministro da Justiça

Foto: Ilustrativa

Na terça-feira (11), quarenta caciques do Sul da Bahia fizeram um ato em frente ao Ministério da Justiça para conseguir audiência com o ministro José Eduardo Cardoso. A região é marcada por conflitos entre fazendeiros e índios que disputam por uma área de 47,3 mil hectares. “Nosso objetivo é falar com o ministro para acelerar os processos fundiários da região, onde há muitos conflitos entre índios e produtores rurais, que têm gerado mortes. Precisamos que o governo tome uma solução antes que mais sangue derrame lá por causa da situação crítica”, disse o cacique Aruã Pataxó.

A área de 47.376 hectares (1 hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, equivalente a um campo de futebol oficial) foi delimitada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2009. Desde a delimitação, os tupinambás cobram que o Ministério da Justiça emita a portaria declaratória, reconhecendo-a como território tradicional indígena.

Segundo o cacique, as lideranças indígenas permanecerão no local até que sejam ouvidos. “Pedimos audiência há 30 dias com o ministro, mas até agora não teve solução. Vamos ficar aqui até que o ministro nos receba”, disse.

Primeiro concurso para professor indígena é realizado em Ilhéus

Concurso foi realizado em Ilhéus (Imagem: Reprodução)
Concurso foi realizado em Ilhéus (Imagem: Reprodução)

Neste domingo (12) 368 candidatos das etnias Tupinambá e Pataxó Hã Hã Hã realizaram um concurso em Ilhéus em busca de uma das 390 vagas oferecidas pela Secretaria de Educação do Estado (SEE). De acordo com a SEE, esse é o primeiro concurso para professor indígena no país.

Em novembro de 2013, um grupo de professores indígenas ocupou a sede da Secretaria Estadual da Educação em protestos. Na ocasião, eles reivindicavam a realização de concursos públicos para os profissionais que atuam nas tribos. O prédio foi desocupado dias depois.

O edital do concurso foi aberto no dia 3 de dezembro de 2013. O salário para os aprovados é de R$ 900. Dentre as exigências para se candidatar, é preciso ser indígena e pertencer à etnia da aldeia onde deverá trabalhar, possuir nível médio com formação em Magistério Indígena e ter conhecimento dos processos econômicos e de produção da comunidade.

Os professores aprovados vão ensinar em 19 escolas em aldeias de Ilhéus, Buerarema, Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália, Prado, Podelas, Abaré, Glória, Banzaê, Euclides da Cunha, Ibotirama e Muquém do São Francisco. O resultado oficial deve ser divulgado em 30 dias. Já a convocação dos professores está prevista para o mês de março.

Segunda etapa do “Mais Médicos” na Bahia inclui comunidades indígenas

Os 277 profissionais estrangeiros do 2º ciclo do programa “Mais Médicos” encerraram nesta sexta-feira (1º) as atividades coordenadas pela Secretaria da Saúde (Sesab) e seguiram para as cidades onde devem atuar. Para ver a lista completa de cidades beneficiadas com a segunda fase do programa, clique aqui.

O secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, e o secretário especial de Saúde Indígena do governo federal participaram da cerimônia. Secretários municipais de Saúde e prefeitos também viajaram à capital baiana para conhecer os médicos que irão atuar em suas cidades.

Nesta edição do programa, comunidades indígenas baianas também foram incluídas. Dez médicos foram encaminhados para as regiões de Euclides da Cunha, Ilhéus, Itamaraju, Pau Brasil, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal e Porto Seguro. Por conta disso, lideranças indígenas também compareceram.

Antes dos primeiros atendimentos aos indígenas da Bahia, os médicos ainda passarão por três dias de treinamento especial voltado para aprenderem detalhes sobre a cultura e os costumes dos índios.

Fonte: Correio