Governo e empresa estão na Justiça por barragem em Itapé

A construtora Andrade Galvão foi à Justiça contra o Governo da Bahia exigindo uma revisão de valor de obras que faz para a gestão. O grupo é responsável por levantar a Barragem do Rio Colônia, no município sul-baiano de Itapé, mas pensa que o dinheiro gasto por lá é insuficiente e exige mais verbas.

O orçamento original das intervenções foi de R$ 18 milhões, mas depois de vencer a licitação e iniciar os trabalhos, a empresa alegou que o valor era pouco. Recentemente, praticamente paralisou as obras na barragem após tirar do trabalho todas as terceirizada envolvidas e deixar apenas suas próprias máquinas e funcionários.

Por ter pouca gente atuando, a barragem está com os trabalhos praticamente paralisados, com cerca de 300 trabalhadores a menos. Em Itabuna na manhã desta segunda-feira (23), o governador disse que negocia atualmente com a Andrade Galvão para tentar barrar a necessidade do processo.

Nós estamos tratando de fazer com ele [a empresa] um distrato amigável para que as coisas sejam mais rápidas, disse Jaques Wagner ao Pimenta. O governador disse ainda que o problema não impede que a obra seja abandonada, uma vez que R$ 9 milhões somente em desapropriações já foram gastos e não serão desperdiçados. Além disse, admitiu a revisão de contratos e também deixou aberta a possibilidade de haver nova licitação.

Evento discute o Pacto pela Saúde

Em um encontro, que lotou a sede da União Dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), realizado pelo Ministério da Saúde e governo estadual na manhã desta sexta-feira (19), cerca de 100 municípios baianos já manifestaram interesse em participar do Programa Mais Médicos, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff.

O evento tem como objetivo preparar os municípios para adesão ao programa do governo federal e prevê expansão e aceleração de investimentos em hospitais e unidades de saúde; o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da oficina.

Durante o evento, o governador Jaques Wagner defendeu a participação de todos os municípios no programa e destacou que a ação deve diminuir o déficit de médicos no interior do estado, que hoje tem, em média, 0,7 médicos por 1.000 habitantes. “Para a gente ter uma ideia, a Argentina tem 3,5 médicos para mil habitantes, Portugal tem quatro e nós, se tirarmos as cidades grandes, temos um índice abaixo de 1/1.000. Por isso, o governo federal resolveu agir e esperamos melhorar o atendimento da saúde básica da população”.

Uma das ações do Mais Médicos é a convocação de médicos para atuação na atenção básica da rede pública de saúde, principalmente nos municípios do interior e em periferias de grandes cidades, onde há escassez desses profissionais. Os médicos receberão uma bolsa federal de R$ 10 mil e terão acompanhamento de supervisão de instituições públicas de ensino. O programa tem duração de três anos. Para aderir, os municípios devem fazer a inscrição no site do programa até o próximo dia 25.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participa da Oficina Estadual de mobilização de Adesão dos Municípios ao Programa Mais Médicos, que integra o Pacto pela Saúde e prevê a expansão e a aceleração de investimentos em hospitais e unidades de saúde. Além do ministro, o evento contou com as presenças do prefeito de Salvador, ACM Neto, o secretário da Saúde da Bahia, Jorge Solla