Geddel é exonerado da Caixa após pedido à Dilma pelo Twitter

Geddel usou o Twiiter para pedir exoneração da Caixa (Foto: Ruy Baron VALOR/DF)
Geddel usou o Twiiter para pedir exoneração da Caixa (Foto: Ruy Baron VALOR/DF)

A exoneração de Geddel Vieira Lima do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal foi publicada na edição desta sexta-feira (27) do Diário Oficial da União. Geddel Vieira Lima publicou nesta quinta-feira (26) uma mensagem no microblog Twitter apelando à presidente Dilma Rousseff para que o exonerasse do cargo.

Ministro da Integração Nacional no governo Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do PMDB da Bahia e possível candidato a governador do estado, Vieira Lima afirmou na mensagem que o pedido de exoneração se encontra “nas mãos” da presidente.

Geddel Vieira Lima disse afirmou que quer sair da Caixa Econômica porque deve apoiar em 2014 algum candidato que faça oposição ao governo de Jaques Wagner (PT) na Bahia.

“Eu acho absolutamente legítimo querer sair. Eu ocupo a função na Caixa Econômica Federal em função de um tratado politico de 2010, quando apoiei a presidente Dilma devido circunstâncias na política local. As circunstâncias são outras hoje. Vou fazer outro pacto com a sociedade baiana”, detalhou.

Exoneração publicada no Diário Oficial da União (Imagem: Reprodução)
Exoneração publicada no Diário Oficial da União (Imagem: Reprodução)

Ele não quis dizer quem será o candidato que apoiará. Disse que isso será revelado “no momento oportuno”.

Informações: G1

Geddel e Aleluia confirmam aliança política

Geddel Vieira Lima e Carlos Aleluia firmam parceria (Foto: Divulgação)

Neste sábado (14) durante uma coletiva de imprensa em Itabuna os pré-candidatos a governador do estado José Carlos Aleluia (DEM), e Geddel Vieira Lima (PMDB), confirmaram a união oposicionista. O encontro aconteceu na sede municipal do Democratas.

Geddel e Aleluia se comprometeram publicamente que aquele que for o escolhido terá o apoio total do outro. “Das conversações que estamos mantendo sob a liderança do prefeito ACM Neto, sairá o nome do próximo governador que vai inaugurar um novo tempo para a Bahia. Vontade e disposição não me faltam para cumprir esta missão”, afirmou Aleluia.

Ao lado de Aleluia, Geddel reafirmou o seu desejo de ser candidato, deixando claro que a definição do nome oposicionista para enfrentar o candidato do PT será uma decisão conjunta e consensual da oposição. “Se for Aleluia o escolhido, estarei ao seu lado. Assim como ele estará comigo, se eu for o candidato”, disse o peemedebista.

Após a entrevista coletiva com a imprensa a dupla de pré-candidatados, participou da inauguração da sede cultural do PMDB em Itabuna, onde, novamente a união oposicionista foi reiterada por ambos em seus discursos.

Geddel é investigado por uso de verbas públicas

Uma investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta o uso de recursos do governo federal para favorecer interesses políticos do ex-ministro da Integração Nacional e atual vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), na Bahia.

Em depoimento, um dos responsáveis pela Secretaria Nacional de Defesa Civil na gestão do peemedebista contou que a ajuda humanitária só foi enviada a municípios baianos em 2008 por causa da “rivalidade política” entre Geddel e o governador do Estado, Jaques Wagner (PT), mesmo contrariando normas do órgão. Os dois disputariam eleições em 2010. As declarações constam de processo disciplinar aberto pela CGU para apurar irregularidades na compra, ao custo de R$ 61,5 milhões, de produtos de socorro às vítimas das chuvas.

O órgão puniu três servidores subordinados a Geddel na época – o ex-secretário Nacional de Defesa Civil Roberto Guimarães, o ex-diretor do Departamento de Minimização de Desastres Marcos Antônio Moreira e o então coordenador-geral do departamento, Sérgio José Bezerra, por suposta lesão aos cofres públicos. O peemedebista não foi investigado.

Segundo a CGU, as prefeituras de Salvador e Simões Filho receberam o material mesmo sem cumprir exigências. Ouvido, Bezerra explicou que a ordem para o envio foi política. “O ministro tinha uma intriga política com o governador”, disse ao Estado. “Foi política (a motivação).” Geddel negou direcionamento de recursos à Bahia por critério político e disse não conhecer Bezerra. Os servidores negam irregularidades.