Nova facção criminosa demarca território em Itabuna

Uma guerra sanguinolenta, que já deixou mais de 50 mortos e centenas de feridos, ganhou mais uma organização “terrorista” e disposta a aniquilar os “soldados” da nação inimiga. O “prêmio” é apenas um: a soberania do tráfico.

Estamos falando da mais nova facção criminosa que se formou em Itabuna. Trata-se do DMP, grupo formado por ex-integrantes do Raio B dos bairros Daniel Gomes, Maria Pinheiro e Pedro Jerônimo. Jovens e adolescentes que romperam com o “contrato” e resolveram criar suas próprias leis.

Na tarde desta sexta-feira (23), dois jovens foram presos com pistolas de uso restrito na Avenida Pedro Jorge, bairro Pedro Jerônimo, após colidirem na viatura da Civil (relembre). Tudo indica que ambos fazem parte da nova facção criminosa, entretanto, a informação ainda não foi confirmada pela polícia. O nome foi grifado na escadaria que dá acessos aos bairros. (foto ao lado)

MP-BA denuncia 27 integrantes da facção criminosa “Raio A”

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou 27 pessoas acusadas por “associação para tráfico de drogas” em Ilhéus. De acordo com a denúncia do promotor de Justiça Olivan Costa Leal, a quadrilha de traficantes formava uma facção criminosa chamada “Raio A”, que era comandada de dentro do presídio da cidade, tendo como chefe Adailton Soares Sampaio, vulgo “Dai”. A denúncia foi feita com base na Operação Carilo, realizada pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), que utilizou interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus.
Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus.

Segundo o promotor Olivan Leal, os telefonemas comprovam que o bando liderava o comércio de entorpecentes em uma comunidade conhecida como Baixa do Carilos, em Itabuna, contava com depósito de armas, praticava roubos e arquitetava homicídios. A ação resultou na prisão de vários integrantes da organização criminosa. Os planos de homicídios são revelados pelo menos em dois diálogos. Em um, dois dos denunciados falam sobre “uma recomendação para entrega de arma de fogo a ser utilizada num homicídio”, e no outro sobre o planejamento “do assassinato” do líder de uma facção rival.

O promotor ainda registra que a quadrilha é responsável pela tentativa de homicídio que vitimou Valtercleve dos Santos Silva no momento em que ele deixava a prisão no último dia 28 de fevereiro.

Informações: Bahia Notícias