Roberto Carlos deixa o grupo Procure Saber após comentário de Caetano

Roberto Carlos decidiu deixar na noite desta terça-feira (5) a Associação Procure Saber. Por meio de seu empresário, Dodi Sirena, o cantor não esclareceu os motivos que o levaram a sair do coletivo criado para impedir que mudanças legislativas permitam que biografias sejam lançadas no País sem autorização prévia. [Relembre aqui]

O anúncio acontece dois dias após Caetano Veloso escrever um artigo na imprensa expressando sua desaprovação ao perceber um dos advogados de Roberto, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, como representante do grupo Procure Saber (e não mais sua ex-mulher, Paula Lavigne), e horas depois de surgir a informação de que Chico Buarque estaria decepcionado com o Rei – que adotara um tom mais brando. Liderado por Paula Lavigne, o grupo tem como membros artistas da MPB, como Chico, Gil, Caetano e Djavan.

Por volta das 22h desta terça, Doddy Sirena, advogado de Roberto, enviou um comunicado à imprensa detalhando a decisão. “Demos um grande passo com o Ecad e trouxemos à tona o tema biografias/privacidade”, escreveu. E deixou claro as divergências que surgiram nos últimos dias. “Acredito que podemos nos ver como uma seleção de futebol onde os grandes craques se reúnem para defender o país e depois voltam para seus times”.

E garante que outros assuntos podem voltar a unir Roberto com os outros artistas do Procure Saber no futuro, como o direito autoral, as questões trabalhistas e as plataformas digitais. “Caminhamos bastante e divergimos algumas vezes. Sabemos que, no futuro, tudo isso será um grande exemplo de movimento coletivo”, escreveu Dody.

UESC paralisa atividades na próxima quinta-feira

Na próxima quinta-feira (7) a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) vai paralisar. A decisão foi tomada pelos professores nesta segunda-feira (4) em assembleia. A paralisação será aderida pela UESB, UEFS e UNEB e foi indicada pelo Fórum das Doze (representantes de docentes, estudantes e técnicos das quatro instituições).

Universidade paralisa na quinta-feira (7) (Foto: Divulgação)
Universidade paralisa na quinta-feira (7) (Foto: Divulgação)

Esta decisão dará continuidade a luta pelo orçamento insuficiente para as Universidades Estaduais da Bahia, segundo o Fórum. Além desta data, professores e funcionários das universidades podem parar também no dia 11 de dezembro, uma segunda-feira. A data será confirmada após assembleias nas instituições.

Os professores não concordam com um projeto de Lei Orçamentária Anual que, para 2014, mantém o orçamento universitário abaixo de 5% da Receita Líquida de Impostos (RLI). A indicação do executivo contraria a exigência dos reitores. Em documento assinado em conjunto com docentes, eles apontam o mínimo de 7% da RLI para garantir o funcionamento pleno das universidades.

Marina Silva decide futuro político neste sábado

A ex-senadora Marina Silva disse nessa sexta-feira (4) que tomará uma decisão sobre o seu futuro político apenas neste sábado, data limite para filiação de quem deseja concorrer às eleições de 2014. Marina tem convite de ao menos sete legendas para disputar as próximas eleições. Segundo ela, em sua análise vai pesar a manutenção dos “princípios” defendidos pelo seu grupo responsável pela estruturação do partido Rede.

Marina Silva deve decidir em que partido concorrerá neste sábado (5) / Foto: Divulgação
Marina Silva deve decidir em que partido concorrerá neste sábado (5) / Foto: Divulgação

“As minhas decisões serão programáticas e não terão caráter pragmático”, afirmou em entrevista a jornalista em Brasília. Segundo ela, também será levado em consideração os partidos “preocupados com agenda de reformas”. De forma evasiva, Marina disse que sua definição será no intuito de acabar com o fim da polarização nas eleições entre o PT e o PSDB.

Na noite de quinta-feira (3) por um placar de 6 votos contra e um a favor, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de registro da Rede. O principal argumento foi de que a legenda conseguiu apenas 442,5 mil assinaturas, cerca de 50 mil a menos que as 492 mil exigidas pela Lei Eleitoral.

Após a derrota na corte, Marina se reuniu durante a madrugada com militantes envolvidos no processo de criação da Rede. Pela manhã fez uma videoconferência com cerca de 60 integrantes da Rede Sustentabilidade em todo o Brasil e, à tarde, participou de uma reunião com membros da comissão executiva. Depois, se isolou por algumas horas para pensar. Segundo a ex-senadora, os apoiadores da Rede estão divididos. Parte pede para que ela desista da candidatura, outra apoia a ida dela para outro partido para disputar as eleições.

Marina disse que sua decisão não será fundamentada em um mero projeto eleitoral. As eleições, disse, também são importantes, fazem parte, mas não são um fim em sim mesmo. “A Rede Sustentabilidade já é um partido porque tem base social em todos os estado e tem um programa baseado em um conjunto de ideias que se fundamentam, entre outras coisas, na ética na política, no conceito de sustentabilidade, no combate pragmatismo exacerbado que hoje é visto no Congresso”.

Marina disse que tomará uma decisão que “contribua para a renovação política”. Segundo ela, “a derrota e a vitória só se mede na História. E de ontem para hoje não temos motivo para acharmos que já temos a História”, disse. Nas últimas eleições de 2010, a ex-senadora recebeu cerca de 20 milhões de votos e foi responsável por conduzir a disputa para o segundo turno. Atualmente, ela aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff. Marina disse, ainda, que a Rede não pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal da decisão do TSE que não concedeu registro à sigla.

Informações: Estadão