Quase 300 prefeituras da BA param em apoio a movimento contra crise

Cerca de 270 prefeituras do interior da Bahia paralisaram as atividades nesta sexta-feira (25), em apoio ao movimento “SOS Municípios“, informou a União dos Municípios da Bahia (UPB).

A ação visa pressionar o Congresso Nacional para que seja dada maior agilidade na apreciação e aprovação da PEC 39/2013, que amplia em 2% o repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A União dos Municípios da Bahia afirma que diversas prefeituras baianas passam por uma grave crise financeira e necessitam do aumento na receita para poder quitar as dívidas. De acordo com a UPB, os municípios do semi-árido, que sofrem com a seca, são os que estão passando por maior dificuldade.

Entre os municípios que aderiram ao movimento estão Camaçari, São Francisco do Conde, Vitória da Conquista, Juazeiro e Ilhéus, informou a UPB. Segundo a associação, a tendência é de que mais cidades passem a aderir a ação nesta sexta-feira.

Durante a paralisação, somente serviços essenciais funcionam nas prefeituras. A UPB afirma ainda que a PEC 39/2013 já foi encaminhada para a Câmara de Deputados, em Brasília, mas aguarda ainda uma data para ser votada.

Porto Seguro sofre com crise das companhias aéreas

Aeroporto da cidade de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, também será monitorado
Aeroporto da cidade de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, também será monitorado

O aumento no preço dos combustíveis e a disparada do dólar estão inflacionando o preço das passagens aéreas no Brasil. Na ultima terça-feira (20), as quatro maiores empresas do Brasil (TAM, GOL, Azul e Avianca) pediram socorro ao governo para reduzir o custo das suas operações no país e evitar ainda mais aumentos no valor das passagens.

Porto Seguro, que já havia sofrido a perda de alguns voos devido à contenção de gastos das empresas, sente agora o impacto do valor das passagens aéreas, que subiu 16,11% nos últimos 12 meses, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Para o secretário de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Luís Otávio Borges, além dos fatores econômicos, a falta de concorrência e a complacência da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) permitem que as empresas trabalhem em blocos. “O correto seria permitir que empresas internacionais pudessem entrar no mercado brasileiro, aumentando a oferta e reduzindo os preços”, afirmou.

Representando a Prefeitura de Porto Seguro, o secretário participou de discussões sobre a malha aérea no Fórum Baiano de Turismo, realizado na última sexta-feira, 16/8, em Feira de Santa. “Este problema não é só nosso. Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista já estão sentindo os reflexos da perda de voos e precisamos acionar o governo federal em conjunto”, afirmou.

Outro trabalho que vem sendo realizado é a elaboração de um anteprojeto para a ampliação da área de estacionamento de aeronaves no aeroporto de Porto Seguro, aumentando o número de vagas, que atualmente é de cinco aviões, para até dez. Também estão contempladas ampliações nas salas de embarque e desembarque e na quantidade de equipamentos para raio-x.

O objetivo é levar o anteprojeto para o Governo do Estado, aproveitando o momento de investimentos em infraestrutura visando às adequações para a realização da Copa do Mundo no Brasil.