Ex-deputado federal é condenado por receber propina em Vitória da Conquista

Ex-deputado Coriolano Sousa Sales
Ex-deputado Coriolano Sousa Sales

O ex-deputado federal Weliton Brito David Carvalho foi condenado nesta quarta-feira (29) a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista por apropriação de recursos públicos federais destinados à saúde. Ele fazia parte do esquema que ficou conhecido como “Operação Sanguessuga”.

Segundo informações da assessoria do MPF, o ex-deputado recebia propina de empresários para aprovação de emendas parlamentares orçamentárias direcionadas à aquisição de unidades móveis de saúde para diversos municípios do estado da Bahia.

Aprovadas as emendas, o processo licitatório para compra das unidades móveis era manipulado e os recursos, apropriados pelos condenados. O assessor parlamentar do ex-deputado; e os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros, também participavam do esquema e foram condenados.

Todos os réus foram condenados à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos, bem como à proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de dez anos. Coriolano Sousa Sales e Weliton Brito David Carvalho foram condenados, ainda, a perda solidária no valor de R$ 17.540 reais, perda das funções públicas, caso as estejam exercendo, pagamento solidário de 5 mil reais como multa civil e mais 5 mil reais a título de dano moral coletivo.

Operação Sanguessuga 

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, que investigou uma organização criminosa especializada no fornecimento fraudulento de unidades móveis de saúde, ambulâncias, odontomóveis, veículos de transporte escolar, unidades itinerantes de inclusão digital e equipamentos médico-hospitalares a prefeituras municipais de todo o país.

Os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros foram alvo de diversas ações propostas pelo MPF e relacionadas com  a operação e com a “Máfia das Ambulâncias”.

Ex-diretor do Banco do Brasil condenado no Mensalão foge para a Itália

Polícia Federal rastreia paradeiro do ex-diretor do BB (Foto: Divulgação)
Polícia Federal rastreia paradeiro do ex-diretor do BB (Foto: Divulgação)

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no escândalo do Mensalão [relembre aqui], fugiu para a Itália. Em uma carta assinada por ele, que será distribuída hoje por seu advogado, ele diz que, aproveitando a dupla cidadania, ele vai apelar para um novo julgamento italiano.

“Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália”, disse. Na noite de ontem, a Polícia Federal esteve no prédio onde Pizzolato morava, mas não o encontrou.

Segundo apurou o Broadcast, Pizzolato teria fugido do país por terra, por Pedro Juan Caballero, no Paraguai, há 45 dias. De lá, foi para a Itália, onde tentará um passar por um novo julgamento. O delegado de plantão na Polícia Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Nogueira, comentou que essa deve ser “uma nota falsa” porque familiares de Pizzolato informaram à Polícia Federal que ele iria se apresentar até o meio-dia deste sábado.

O advogado do ex-diretor do BB, Marthius Sávio Lobato, teria chegado a fazer um acordo para a apresentação dele à polícia. Segundo Nogueira, caso se confirme que Pizzolato está na Itália, o Brasil deverá entrar com um pedido formal de extradição junto àquele país e aguardar todo o trâmite legal.

Na avaliação pessoal do delegado, haveria grandes chances de o governo italiano negar o pedido em função do processo do ex-ativista italiano Cesare Battisti, cujo pedido de extradição foi negado pelo Brasil.

Na nota, Pizzolato reclamou do tratamento recebido pela Justiça brasileira. Ele foi  condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fonte: Correio

Libertado da prisão médico condenado pela morte de Michael Jackson

O médico Conrad Murray condenado por homicídio culposo (involuntário) na morte do cantor Michael Jackson em 2009 foi libertado da prisão nesta segunda-feira (28) após cumprir dois anos da sentença de quatro anos de detenção. As informações são da agência Associated Press.

O médico Conrad Murray, acusado pela morte de Michael Jackson, em foto de 2011 (Foto: Divulgação)
O médico Conrad Murray, acusado pela morte de
Michael Jackson, em foto de 2011 (Foto: Divulgação)

Ele estava preso em uma cadeia em Los Angeles e deixou a prisão logo após a meia-noite, segundo a polícia local. Uma mudança na lei da Califórnia permitiu que seu tempo de prisão fosse reduzido.

Muray, que atuava como cardiologista, foi considerado culpado em 2011 por causar a morte de Michael Jackson em junho de 2009 ao dar ao cantor uma overdose do potente anestésico propofol para ajuda-lo a dormir. Michael estava no meio de preparações para uma série de shows e Murray atuava como seu médico particular.

“Ele está preparado para continuar lutando enquanto for preciso”, disse a advogada de Murray, Valerie Wass, antes da libertação de seu cliente, à agência Reuters.

O cardiologista teve sua licença médica suspensa em três estados, e não pode mais atuar na profissão. Seu nome e seu rosto são muito conhecidos devido à associação ao cantor e ao processo. Não se sabe o que ele fará fora da prisão.

Após ser condenado, Murray chegou a apelar de sua sentença. Antes de trabalhar com Michael, ele era dono de clínicas em Las Vegas. Durante seu período na prisão, Murray reclamou muito das condições da prisão.

O médico, de 58 anos, foi o único acusado pela morte de Michael Jackson, que morreu por overdose do anestésico propofol que consumia com frequência para combater a insônia.

Fonte: G1