Bancários chegam a acordo e podem encerrar greve

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um acordo na madrugada desta sexta-feira (11) para encerrar a greve da categoria que completou 22 dias na quinta (10), informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A decisão agora terá de ser levada às assembleias locais para ser votada porá fim à paralisação se aprovada.

Greve pode acabar após votação em assembleias locais (Foto: Divulgação)
Greve pode acabar após votação em assembleias locais (Foto: Divulgação)

Segundo a Contraf-CUT, cidades de São Paulo, incluindo a capital, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul vão realizar assembleias na tarde desta sexta. Demais sindicatos do país vão realizar assembleias até segunda-feira (14).

Os principais pontos do acordo, segundo a Contraf-CUT, são 8% de reajuste (1,82% de aumento real); 8,5% (2,29%) de reajuste para o piso da categoria, e compensação pelos dias parados pela greve de até uma hora por dia (entre segunda e sexta-feira) até o dia 15 de dezembro.

Fonte: G1

Bancários rejeitam contraproposta dos bancos e marcam passeata em Salvador

Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (7) os bancários rejeitaram a contraproposta dos bancos feita na última sexta-feira (4) e a greve, iniciada no dia 19 do mês passado, continua. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes, a categoria vai fazer uma passeata pelo Centro de Salvador às 16h30 desta quarta-feira (9). Também está marcada uma assembleia, às 18h30, na próxima quinta-feira (10).

Os bancários estão de greve desde o último dia 19 (Foto: Divulgação)
Os bancários estão de greve desde o último dia 19 (Foto: Divulgação)

Na nova proposta, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) elevou de 6,1% para 7,1% (aumento real de 0,97%) o índice de reajuste sobre os salários e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%), além de propor alta de 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja fórmula de cálculo será mantida, conforme informou a Agência Brasil.

Entre os itens da pauta de reivindicações dos trabalhadores, estão o reajuste salarial de 11,93%, PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) para todos os bancários, piso salarial de R$ 2.860,21, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), fim das metas e do assédio moral, além de mais contratações.

Matéria original iBahia

Greve dos bancários continua após proposta de reajuste

O Comando Nacional dos Bancários rejeitou nesta sexta-feira (4) a proposta de reajuste salarial de 7,1% oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo a entidade, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a greve, que já dura 16 dias, continua. Os sindicalistas avaliaram que a proposta de reajuste de 7,1% é muito baixa.

Agências de Itabuna aderem a greve / Foto: Ednaldo Pinto
Agências de Itabuna aderem a greve / Foto: Ednaldo Pinto

“A proposta da Fenaban foi uma decepção. O lucro dos bancos está em torno de R$ 60 bilhões, de acordo com o relatório do Banco Central. E eles nos oferecem menos de 1% (de reajuste real)”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. “Rejeitamos e vamos orientar nossos sindicatos a fortalecer a greve para ver se a Fenaban melhora a proposta em mesa”, completou.

Foi a primeira oferta desde o início da greve, no dia 19 de setembro. Na Bahia, mais de 800 agências estão fechadas, segundo o Sindicato dos Bancários no estado.

Bancários da Bahia iniciam greve nesta quinta-feira

Bancos de Itabuna já estão em greve / Foto: Ednaldo Pinto
Bancos de Itabuna já estão em greve / Foto: Ednaldo Pinto

Após uma assembleia realizada na noite desta quarta-feira (18) os bancários da Bahia decidiram aderir à paralisação nacional e entrar em greve a partir desta quinta-feira (19) por tempo indeterminado. Segundo informações do Correio, o Procon vai orientar os consumidores em relação às medidas cabíveis para reparar os prejuízos sofridos pela população em decorrência da suspensão dos serviços prestados.

De acordo com o superintendente do órgão de defesa do consumidor, Ricardo Maurício Soares, a intenção é minimizar os danos causados à população. “Os estabelecimentos, mesmo diante da situação, devem disponibilizar meios alternativos para que ocorram as necessárias transações bancárias”, informa.

Em campanha salarial desde agosto e com data base em 1º de setembro, os bancários reivindicam reajuste de 11,93%, enquanto a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 6,1%.