Jogaram um copo de cerveja no Governador

O governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi atingido na cabeça por um copo de cerveja enquanto desfilava pelas ruas do bairro do Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador, durante o desfile em comemoração ao 2 de Julho, data alusiva à Independência do Brasil na Bahia.

O objeto foi arremessado pela professora Michele Perrone, de 34 anos, que foi duramente reprimida pelos seguranças do governador após o ato e recebeu voz de prisão de um Capitão do Batalhão de Choque da PM, como pode se ver no vídeo abaixo.

O registro foi feito com exclusividade pela reportagem deste Política Livre, que, por questões de segurança, não acompanhou a condução da mulher à delegacia.

No momento do ataque, o governador Wagner era vaiado pela população, que o chamava de “cara de pau” e “traíra”, gesto que se repetiu durante boa parte do cortejo.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=IIXQceDWrnk

Informações Política Livre

Secretário Jorge Solla leva tapa na cara

Durante o cortejo do 2 de Julho em Salvador, nesta manhã, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, foi agredido.

Logo na saída do desfile, ainda no bairro da Lapinha, ele caminhava em meio a uma multidão formada por militantes do PT e funcionários da secretaria, quando estes iniciaram um coro de vaias contra o prefeito ACM Neto (DEM).

Neste momento, um desconhecido desferiu um tapa na cara do secretário e desapareceu na multidão. A cena chocou a todos. Solla ficou com a fisionomia vermelha de raiva, dor e constrangimento.

De Política Livre/Gusmão.

História do 2 de julho será resgatada em desfile cívico

No próximo dia 5 de julho, 15 escolas da rede pública de ensino participarão de um desfile cívico para resgatar e valorizar a história do 2 de julho, apresentando o projeto “Itabuna, Resgatando a História da Independência da Bahia”, por realização da Secretaria da Educação (SEC)..

As escolas devem se concentrar a partir das 14 horas no Jardim do Ó, de onde os participantes devem seguir em direção à avenida do Cinquentenário. Até a dispersão, no cruzamento com a avenida Amélia Amado, os estudantes da rede municipal trarão à luz personagens que fizeram parte da luta pela Independência na Bahia, como: Maria Quitéria, José Joaquim de Lima e Silva, Lord Cochrane, Maria Felipa, Madeira de Melo, Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão, Visconde de Pirajá, Freira Joana Angélica, Corneteiro Lopes, bem como as figuras dos caboclos indígenas.

Responsáveis pela organização e coordenação do Desfile Cívico, a assessora de Arte-Educação e coordenadora municipal do Programa Mais Educação, Núbia Nascimento França, e a técnica pedagógica da SEC, Maria José Sena Silva, explicam que a decisão da prefeitura de promover o desfile em data posterior ao 2 de Julho deve-se ao fato de que tal manifestação não faz parte da cultura local e, por se tratar de um feriado estadual, muitas pessoas aproveitam para viajar.

“A intenção da Secretaria da Educação é justamente introduzir as comemorações do 2 de Julho no calendário letivo e de festividades da cidade. Precisamos resgatar a nossa história para que as gerações futuras possam valorizar a importância daqueles homens e daquelas mulheres que lutaram pela concretização da independência brasileira”, frisou Núbia França.

Independência na Bahia

A Independência do Brasil consolidou-se em 1823 em terras baianas, mais precisamente em Cachoeira, no recôncavo baiano. Quando, em 1822, Dom Pedro I proclamou o rompimento dos laços do País com Portugal em muitos estados as tropas portuguesas e autoridades locais recusaram-se a obedecer a ordem. Mas, na Bahia tomou caráter de guerra aberta. A vitória do ato de Dom Pedro se deu quando, sob o comando do general Labatut, deu-se a batalha nos campos de Pirajá, em Salvador, derrotando, definitivamente, as tropas portuguesas de 4.500 soldados que se retiraram do país em 83 embarcações.