Produtores de Buerarema relatam sua versão dos fatos

Produtores relatam sua versão.
Produtores relatam sua versão.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Tom, produtores rurais de Buerarema relataram sobre o abuso dos supostos índios tupinambás na tentativa de retomada de terras na região. Na última quarta-feira (14) produtores foram atacados e perderam cerca de R$ 13 mil em mercadorias e dinheiro, levados por um bando que se identificava como tupinambá.

De acordo com os produtores, a TV Santa Cruz afirmou que o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) disse que não foram os índios que realizaram os atos de vandalismo. Porém, os produtores estiveram no CIMI, que lhes informaram de que não deram qualquer informação a ninguém, até porque nenhum representante da emissora esteve no local.

Ainda segundo os produtores, o advogado dos índios, Waldir Mesquita, diz que o carro dos indígenas foi alvo de fazendeiros, porém, no mesmo dia, aconteceu o “terror” na manifestação, onde posteriormente quatro carros de repartições públicas foram incendiados pelos manifestantes. Waldir afirma ainda que uma das fazendas era boca de fumo, mas segundo os produtores, a comunidade de Buerarema tem conhecimento de que o local é um lugar de bem, e lembra ainda que Rosivaldo Ferreira, o cacique Babau, já foi preso e tem mandato de prisão declarada.

Para os pequenos agricultores, os supostos índios querem se aproveitar das fazendas usando o PEC 215 como desculpa. Os pequenos agricultores sobrevivem com a produção e venda de bananas prata e da terra, abacaxi, farinha de mandioca e cacau. Com a tomada dessas terras, os índios iriam usufruir desses bens de maneira oportunista, e alegam que o advogado Waldir Mesquita está faltando com a verdade.

PEC 215

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 215 pretende transferir do Poder Executivo para o Legislativo a competência de demarcar e homologar terras tradicionais. Para diversos setores da sociedade, esse mudança coloca em risco as condições de existência de comunidades inteiras, tanto indígenas como quilombolas. Se aprovada, a emenda também intervirá na criação de áreas protegidas.

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