Patrulha do som e a redução dos índices de violência em itabuna

545852_544643435557192_309782824_n“Falta de consciência, necessidade de ostentar a potência de uma aparelhagem sofisticada de som automotivo e a falta de compreensão sobre o bem-estar coletivo”. Essas são algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos agentes da Secretaria de Transporte e Trânsito (SETTRAN) de Itabuna à frente dos trabalhos da Patrulha do Som, que foi reativada em março, logo após o atual secretário Roberto José da Silva ter assumido a secretaria.

Segundo Sérgio Augusto Farias, coordenador da Patrulha do Som, “o grande ganho da cidade em torno desse trabalho, é a sensação de segurança que passou a existir em Itabuna. Isso vem do próprio reconhecimento das pessoas nos bairros. Onde a patrulha passa, a violência diminui”. Farias indica ainda que o efetivo da Patrulha do Som conta com uma equipe organizada de 15 a 20 homens, entre agentes da SETTRAN (que participa com uma viatura), Polícia Militar (também com 1 viatura) e Guarda Civil Municipal (2 viaturas). Em média, os trabalhos resultam em 8 a 15 notificações. “O trabalho tem chamado tanto a atenção e tem obtido uma repercussão tão grande que a Central de Reclamações da Patrulha do Som tem recebido chamadas até do município vizinho, Ilhéus”, comentou o coordenador.

A impressão deixada pelo trabalho da Patrulha do Som é confirmada pelos números apresentados. De acordo com Marlos Macedo, titular da Delegacia de Homicídio

s de Itabuna, em junho, houve uma redução em 30% das ocorrências motivadas por situação de violência entre homicídios e tentativas de homicídios. Para o delegado, “o mês de junho é um mês em que gradualmente há um aumento de violência, principalmente por se tratar de um período em que as pessoas exageram um pouco mais no consumo de bebidas alcoólicas, comum nesta época de festejos juninos. Então, com os primeiros balanços feitos, já podemos atestar essa redução e temos a convicção de que o trabalho da Patrulha do Som tem contribuído nesse resultado”, disse o delegado.

José Carlos Santos de Oliveira, chefe da Divisão de Fiscalização da Diretoria de Transportes da SETTRAN, que também participa dos trabalhos da Patrulha do Som, explicou que a SETTRAN concentra os seus esforços sempre entre 19h e 3h (às sextas, sábados e domingos, além das vésperas de feriados e feriados). “Entre os dias 26 e 28 de junho, por exemplo, passamos por bairros como Jaçanã, São Caetano, Urbis IV, Lomanto, Centro, Caixa D’Água, São Roque, Antique, Santo Antônio, Santa Inês, Califórnia, Jardim América I e II, Conceição e Centro. Nesses bairros, encontramos alguns casos que deixaram muito claros a importância da patrulha”.

Para Roberto José da Silva, secretário de Transporte e Trânsito de Itabuna, “o grande ‘xis’ da questão sobre o desrespeito está no questionamento sobre o que de fato conduz a nossa fiscalização, ou seja, os direitos individuais versus os direitos coletivos. Se o meu direito termina quando começa o direito do outro, então, eu não posso de jeito nenhum tirar o sossego alheio fazendo barulho”, explicou, indicando que todas as abordagens seguem um protocolo de orientação definido pela própria SETTRAN com a ajuda dos demais órgãos envolvidos.

A Central de Reclamações da Patrulha do Som atende pelo número de celular e de WhatsApp (73) 8861 1396. Todas as chamadas são averiguadas pela SETTRAN e o reclamante não precisa se identificar

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