Ministro da Agricultura defende preço mínimo do cacau

O ministro da Agricultura, Antonio Andrade, participou da reunião da Câmara Setoria do Cacau em Brasília no auditório do ministério e defendeu a inclusão do cacau na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) da Companhia Nacional de Abastcimento (Conab). A expectativa era de que ao lançar o Plano Agrícola de Pecuário 20113/2014, na terça-feira (4), a presidente Dilma Rousseff anunciasse a inclusão e o valor, o que acabou não acontecendo. Segundo o ministro, o governo ainda está definindo o preço mínimo de várias culturas, inclusive do sisal, e o anúncio será feito de todas ao mesmo tempo. Mas ele garantiu que o Ministério da Agricultura já tem posição favorável definida quanto à inclusão do cacau. Foi a primeira vez que um ministro da Agricultura participou da reunião da Câmara.

Para o secretário da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a inclusão do cacau da PGPM será importante conquista não só da Bahia como da cacauicultura brasileira. Ele destacou que o preço mínimo é instrumento de política agrícola que vai significar a garantia de renda para o cacauicultor continuar produzindo. A reivindicação nesse sentido foi encaminhada pelo secretário e pelos produtore há cerca de dois meses, durante reunião com o secretário executivo do MAPA.

Os membros da Câmara questionaram o ministro sobre o destravamento do crédito, questão que vem sendo trabalhada pela Secretaria da Agricultura da Bahia junto ao Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil, ouvindo de Andrade que “o ministério apóia e vai lutar pelas indicações feitas pela Câmara”.

Com o ministro e com representantes da Secretaria de Defesa Vegetal do MAPA, os membros da Câmara Setorial do Cacau discutiram a Análise de Risco de Praga para o cacau que, de acordo com o ministério, deverá estar concluído até o fim do ano para Costa do Marfim, Gana e Indonésia, mas a Câmara pediu que sejam incluídos Camarão e Toga, países que exportam amêndoas de cacau para o Brasil.

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