Menos da metade dos estrangeiros conseguem registro para trabalhar na Bahia

Para diretoria do Cremeb, o “Mais Médicos” é uma ação eleitoreira
Para diretoria do Cremeb, o “Mais Médicos” é uma ação eleitoreira

Durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) representantes do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) apresentaram o balanço da entidade sobre a solicitação de registro dos médicos estrangeiros que vieram para integrar o programa “Mais Médicos”, do Governo Federal.

De acordo com a entidade, apenas 29 dos 59 profissionais anunciados pelo programa “Mais Médicos” receberam registro provisório do Cremeb. O número baixo decorre da falta de documentos exigidos pelo órgão para credenciar os pretendentes.

Ainda segundo o Cremeb, todos os médicos estrangeiros precisam apresentar um endereço profissional e os nomes de um médico tutor e de um supervisor.

A exigência atende uma indicação da Advocacia Geral da União, que apontou que os profissionais de fora não são, tecnicamente, “médicos”. Com isso, precisam atender estes critérios para poder exercer a atividade no país.

Apesar disso, o programa promete que “todos” estarão trabalhando na próxima segunda-feira (23). O presidente do Cremeb alerta que não: “Sem todos os documentos, o profissional não pode exercer a função”.

Os dirigentes da entidade que monitora e fiscaliza a atividade dos médicos no estado criticaram a manobra do Governo Federal em trazer os estrangeiros:

“Há médicos suficientes no Brasil. O problema é que não há garantias de que o profissional vai exercer plenamente a atividade nas cidades do interior, por falta de materiais ou falta de pagamento das prefeituras”, garante o presidente do Cremeb, José Abelardo Meneses.

Fonte: Varela

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