Mensalão: Supremo Tribunal Federal decide que condenados devem cumprir pena imediatamente

Na retomada do julgamento dos recursos do mensalão o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (13) que pelo menos 16 condenados por participação no esquema começarão a cumprir as penas imediatamente. Desses, 12 cumprirão a pena na prisão, seja em regime semiaberto ou fechado. Os três restantes foram condenados ao regime aberto e tiveram a pena convertida em prestação de serviços.

O Código Penal determina que os condenados com penas superiores a oito anos a cumpram em regime fechado; os apenados entre quatro e oito anos cumprem a sentença no regime semiaberto, quando passam a noite em uma colônia penal e trabalham de dia; as penas inferiores a quatro anos são convertidas em prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas.

Os magistrados analisaram os chamados segundos embargos declaratórios, tipo de recurso que não pode reverter as condenações, mas servem para apontar omissões, obscuridades ou contradições no acórdão que resume o julgamento dos primeiros embargos declaratórios, realizado entre agosto e setembro deste ano.

Réus que não podem mais recorrer:

Além disso, os magistrados debateram o momento da execução das penas dos condenados. O ministro-relator e presidente da Corte, Joaquim Barbosa, defendeu a execução imediata das penas de sete réus que não podem mais apresentar recursos e foi seguido por todos os demais ministros.

Encaixam-se nesta situação os seguintes réus:
Henrique Pizzolato (ex-diretor do Banco do Brasil)  – Fechado
Roberto Jefferson (ex-deputado, delator do esquema) – Semiaberto
Romeu Queiroz (ex-deputado) – Semiaberto
Jacinto Lamas (ex-tesoureiro do PL)  – Semiaberto
Enivaldo Quadrado (ex-sócio da corretora Bônus-Banval) – Pena alternativa
José Borba (ex-deputado) – Pena alternativa
Emerson Palmieri (ex-tesoureiro do PTB)  – Pena alternativa

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