História do 2 de julho será resgatada em desfile cívico

No próximo dia 5 de julho, 15 escolas da rede pública de ensino participarão de um desfile cívico para resgatar e valorizar a história do 2 de julho, apresentando o projeto “Itabuna, Resgatando a História da Independência da Bahia”, por realização da Secretaria da Educação (SEC)..

As escolas devem se concentrar a partir das 14 horas no Jardim do Ó, de onde os participantes devem seguir em direção à avenida do Cinquentenário. Até a dispersão, no cruzamento com a avenida Amélia Amado, os estudantes da rede municipal trarão à luz personagens que fizeram parte da luta pela Independência na Bahia, como: Maria Quitéria, José Joaquim de Lima e Silva, Lord Cochrane, Maria Felipa, Madeira de Melo, Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão, Visconde de Pirajá, Freira Joana Angélica, Corneteiro Lopes, bem como as figuras dos caboclos indígenas.

Responsáveis pela organização e coordenação do Desfile Cívico, a assessora de Arte-Educação e coordenadora municipal do Programa Mais Educação, Núbia Nascimento França, e a técnica pedagógica da SEC, Maria José Sena Silva, explicam que a decisão da prefeitura de promover o desfile em data posterior ao 2 de Julho deve-se ao fato de que tal manifestação não faz parte da cultura local e, por se tratar de um feriado estadual, muitas pessoas aproveitam para viajar.

“A intenção da Secretaria da Educação é justamente introduzir as comemorações do 2 de Julho no calendário letivo e de festividades da cidade. Precisamos resgatar a nossa história para que as gerações futuras possam valorizar a importância daqueles homens e daquelas mulheres que lutaram pela concretização da independência brasileira”, frisou Núbia França.

Independência na Bahia

A Independência do Brasil consolidou-se em 1823 em terras baianas, mais precisamente em Cachoeira, no recôncavo baiano. Quando, em 1822, Dom Pedro I proclamou o rompimento dos laços do País com Portugal em muitos estados as tropas portuguesas e autoridades locais recusaram-se a obedecer a ordem. Mas, na Bahia tomou caráter de guerra aberta. A vitória do ato de Dom Pedro se deu quando, sob o comando do general Labatut, deu-se a batalha nos campos de Pirajá, em Salvador, derrotando, definitivamente, as tropas portuguesas de 4.500 soldados que se retiraram do país em 83 embarcações.

 

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