Desembargadora diz que “se precipitou” ao acusar Marielle de estar “engajada com bandidos”

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), admitiu na última segunda (19), em comunicado oficial que “se precipitou” nas redes sociais ao se basear em notícias falsas (fake news) para acusar, sem provas, a vereadora Marielle Franco (PSOL), de estar “engajada com bandidos” e ter sido “eleita pelo Comando Vermelho”.

No afã de defender as instituições policiais, ao meu ver injustamente atacadas, repassei de forma precipitada notícias que circulavam nas redes sociais. A conduta mais ponderada seria a de esperar o término das investigações, para então, ainda na condição de cidadã, opinar ou não sobre o tema”, diz em nota.

Foto: Reprodução.

O comentário da desembargadora foi na sexta-feira (16), no Facebook. Ela postou o seguinte texto: “A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava. Até nós sabemos disso. A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, postou a desembargadora.

Após toda confusão, Marília disse também que “reitera sua confiança nas instituições policiais, esperando, como cidadã, que este bárbaro crime seja desvendado o mais rápido possível” e que, “independentemente do que se conclua das investigações, a morte trágica de um ser humano é algo que se deve lamentar e seus algozes merecem o absoluto rigor da lei”.

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