Citado para 2022, Rui Costa testa estratégias para confrontar Bolsonaro

O governador Rui Costa recuou na estratégia de partir para o confronto direto com o presidente Jair Bolsonaro. Se, há cerca de duas semanas, o embate público em torno da inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, rendeu espaço nos principais jornais do país, nas mais recentes críticas do presidente ao Nordeste, o que se viu foi um Rui discreto. O petista preferiu assumir uma postura mais contemporizadora, ao invés da disputa explícita por controle das narrativas em torno dos rumos políticos do Brasil. Enquanto isso, Bolsonaro seguiu sua metralhadora retórica, conversando com os próprios eleitores “de igual para igual”.

Para quem planeja uma ascensão em 2022, essa retração de Rui é ligeiramente incomum. O baiano é citado como um dos possíveis nomes do PT para o Palácio do Planalto e, naturalmente, aproveitaria qualquer oportunidade para ganhar visibilidade como um contraponto a Bolsonaro. Todos sabem que ambos não se bicam e não há republicanismo que permita que governador e presidente dividam o mesmo espaço sem troca de farpas. Porém, depois de um pico de exposição, parece que o petista mudou o rumo escolhido até então.

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