Acusado da morte de enfermeira já está em Itabuna; ele diz que fugiu com medo de morrer

Preso no último dia 11 de abril, dentro de um ônibus da Gontijo, no município de São José do Rio Preto, em São Paulo, o foragido Jefferson Costa Nascimento, o “Quinho”, acaba de chegar em Itabuna, recambiado por três agentes civis, entre os quais Lúcio Serra.

Jeferson, como todos devem lembrar, é acusado de atacar a técnica de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia, Maria Ferreira Lima. A vítima foi empurrada da moto e acabou batendo a cabeça numa calçada, no bairro de Fátima, durante o assalto. O suspeito queria roubar o veículo, mas acabou desistindo ao ver a mulher desacordada no chão. Antes, porém, puxou algo do corpo da técnica de enfermagem.

“Quinho” está sendo ouvido nesse exato momento, pelo coordenador da 6ª Coorpin, André Aragão. Logo de “cara”, ele negou o crime e disse que fugiu porque estava com medo de morrer. Alegou que após a morte da enfermeira, passou a receber ameaças por parte de algumas pessoas (ele não disse quem) do bairro São Roque, onde mora. O suspeito deve ser encaminhado ainda nesta manhã para o Conjunto Penal de Itabuna.

O CRIME

“Ferreirinha”, como era carinhosamente chamada pelos colegas, teve morte cerebral confirmada no mesmo dia do assalto. Jeferson, antes de fugir para São Paulo, chegou a confessar o crime para seus familiares. O assaltante só resolveu fugir quando descobriu que a enfermeira havia morrido.

A morte de Maria ainda repercute na cidade e gerou até um protesto no sábado passado, quando familiares, amigos e colegas de trabalho “marcharam” pelas ruas de Itabuna, unidos num grito de indignação, revolta. Vestidos de branco e munidos de faixas e cartazes, os manifestantes só pediram uma coisa: paz.

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